Noriega: Vini brilha, mas Brasil surfa na onda de Matheus Cunha
Bom momento do camisa 7 também acontece pelo encaixe coletivo que o 9 proporciona
Espaço Prisma|Maurício Noriega, especial para o R7
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Dois jogadores explicam a vitória sobre a Escócia e o melhor jogo do Brasil até agora na Copa do Mundo: Vini Jr. e Matheus Cunha.
Vini é o brilho, a fantasia e a eficiência. Finalmente desabrocha com a camisa do Brasil e repete na Seleção o que faz no Real Madrid.
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Está concentrado, não cede a provocações e nem provoca. A parceria vitoriosa com Ancelotti no clube merengue ecoa agora no time brasileiro.
Matheus Cunha não tem o brilho e a fama de Vini, mas taticamente é fundamental para que o astro do Real jogue tão bem. Ele dá ao meio-campo do Brasil a sustentação que o time precisa. As peças se distribuem melhor no gramado.
Embora jogue com a camisa 9, aquela normalmente reservada aos atacantes, Cunha atua como camisa 8, um ponta-de-lança, ou meia-atacante nos termos modernos. Ele conecta meio e ataque, o que a Seleção não teve na estreia contra o Marrocos.
Com Cunha, o jogo melhora para Bruno Guimarães, que fez a melhor partida na Seleção em muito tempo. Melhora porque, com as peças em seus lugares, a movimentação fica mais fácil, há menos buracos a serem cobertos e mais espaço livre para percorrer em ações de ataque.
Claro que ainda há o que corrigir. Falta ao time brasileiro ritmo constante. A equipe começa bem e, de repente, cai de produção.
É um dos problemas de um time que ainda luta para ter mais controle. Tem a ver com o estilo de jogo mais nervoso e reativo de Ancelotti.
Casemiro e Lucas Paquetá seguem abaixo do rendimento esperado no meio-campo e destoam do bom momento de Cunha e Bruno Guimarães.
Rayan entrou bem na equipe e deu a dinâmica que um jovem de 19 anos com talento deve dar. O time escocês, que é ruim de doer, só incomodou nas bolas cruzadas pelo alto. Nesse quesito, o Brasil precisa evoluir.
Felizmente, Alisson, injustamente criticado por muita gente, tem salvado a lavoura quando os zagueiros falham.
Fato é que o Brasil melhorou, venceu e espera Holanda, Japão ou Suécia. Seria melhor enfrentar Japão ou Suécia.
A Holanda venceu mais do que perdeu contra o Brasil em Copas: 3 a 2. Japão e Suécia têm bons times, mas os holandeses, embora respeitem e admirem, não temem o Brasil.
Que o time e Vini sigam surfando na boa onda que Matheus Cunha, o surfista da seleção, pegou na Copa do Mundo.
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