O que o campo está gritando para Ancelotti?
O treinador da Seleção tem uma semana para decidir entre projeto e fatos. A Copa é curta e não espera
Espaço Prisma|Maurício Noriega
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Uma das melhores afirmações intuitivas do futebol é “o campo fala”. No caso da Seleção Brasileira, após o último amistoso antes da estreia na Copa, o campo falou. Ou melhor, o campo está gritando.
Afinal, o que o campo está gritando para o treinador?
Minha lista de dez recados que chegam dos gramados.
1 - O time que terminou os jogos está com mais energia que a equipe que começa. Isso, numa competição de tiro curto, é muito importante.
2 – O Brasil se expõe demais para atacar. Quando avança o posicionamento do time para pressionar a saída de bola do adversário, deixa um buraco entre meio e defesa que sobrecarrega Casemiro, zagueiros e laterais. Marquinhos e Gabriel Guimarães estão desgastados fisicamente e precisam de ajuda na cobertura dos laterais.
3 – O meio-campo encorpa com três jogadores. Quando tem apenas dois, Casemiro e Bruno Guimarães, o setor fica vazio.
4 – Danilo, do Botafogo, enche o campo e ajuda na recomposição, além de ter um passe decisivo melhor que Casemiro e Guimarães.
5 – Matheus Cunha está longe de ser um craque, mas faz o meio conversar com o ataque muito mais do que Paquetá. Cunha dá liga e está acostumado a fazer a função, tem mais dinâmica que o flamenguista.
6 – Endrick está chutando a porta para entrar no time. Mas deixa uma dúvida que deve estar tirando o sono de Ancelotti: começar com ele é perder uma arma letal de mudança no segundo tempo, quando o adversário está mais cansado e menos concentrado. Cinco milhões por mês na conta são para esse tipo de decisão, Carleto. Se vira!
7 – Ancelotti confia quase cegamente em Vini Jr. e Raphinha para serem os caras do Brasil. Para isso, eles precisam de espaço. Ninguém é maluco de ceder espaços de graça para o Brasil. Então, é preciso criar o espaço. Este ainda é um problema da Seleção. Contra adversários fechados e que marcam muito atrás, o Brasil fica com a bola e tem dificuldades para furar o bloqueio. Falta criatividade.
8 – Igor Thiago é um centroavante alto e forte, mas cujo jogo serve para determinados estilos e circunstâncias. Ele precisa que o time jogue para ele, prepare as jogadas para que ele conclua. Funciona melhor com Luiz Henrique e Vini atuando como pontas que vão ao fundo e cruzam para a área. Com ele, o trabalho de pivô e sua saída da área não funcionam.
9 – Com a contusão de Wesley e seu eventual corte, Ancelotti talvez precise convocar mais um jogador de meio-campo ou um zagueiro. O meio tem poucas opções. O treinador deu a pista ao afirmar que Danilo e Ibañez podem atuar como laterais. Ancelotti convocará um meio-campista defensivo ou ofensivo? Tudo sugere que seja alguém do meio.
10 – Neymar segue sendo uma incógnita. Não treina e, se não treina, como saber se joga? Esta semana será decisiva para o camisa 10. Caso seja liberado para treinar com bola, precisará provar que, em boa companhia, pode realmente ser a cereja do bolo que se espera. A intensidade dos jogos amistosos está dando a letra de que a Copa exigirá muito fisicamente.
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