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O que fazer quando você tem um chefe tóxico no trabalho?

Seis a cada dez pessoas pedem demissão do emprego por terem uma liderança assediadora

Eu Quero o Sucesso|Flávio GuimarãesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Seis em cada dez pessoas pedem demissão devido a chefes tóxicos, refletindo uma epidemia de pedidos de demissão em diversos setores.
  • A evolução tecnológica e novas oportunidades de trabalho encorajam profissionais a deixarem empregos com lideranças abusivas.
  • O aumento dos casos de depressão na sociedade tem impactado a saúde mental no ambiente de trabalho, refletindo em lideranças tóxicas.
  • Estudos mostram que a maioria dos profissionais já sofreu algum tipo de assédio e que a toxicidade no trabalho afeta a vida pessoal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vivemos uma epidemia de pedidos de demissões por assédio de chefes tóxicos Imagem gerada por IA via Microsoft Copilot

Você já ouviu alguém comentando que pediu demissão devido ao comportamento tóxico de um(a) chefe(a)? Ou você mesmo já passou por isso? Pois é, temos vivido uma epidemia de pedidos de demissões por esse motivo nos diversos setores, da indústria até o terceiro setor. E isso nos mostra muito.

Algumas décadas atrás, esse era um ponto remoto e pouco possível de ocorrer, mesmo que muitos chefes de antigamente também tenham sido tóxicos ou até piores. Isso aparece agora devido à transformação de gerações e meios de acesso que temos hoje.

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Antigamente, se um profissional pedisse demissão, teria dificuldade de encontrar outro emprego da mesma forma, diferentemente da realidade atual, que nos possibilita empreender na internet, criar produtos e serviços para divulgar em meios digitais e, assim, faturar como faturava atuando empregado(a). Ou até mais.

Com a evolução da tecnologia, abriu-se um leque de oportunidades que antes não existiam, e isso é um dos motivos que encoraja profissionais ao pedido voluntário de demissão.

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O ponto crítico é que temos vivido em uma sociedade em que os casos de depressão aumentaram de forma significativa. Isso tem tornado as pessoas mais agressivas, menos pacientes e menos tolerantes na rotina diária.

Esse efeito se reproduz no mercado de trabalho através dos chefes, líderes e pares de trabalho. Ou seja, se não cuidarmos da saúde mental dos profissionais brasileiros, a tendência é que piore a cada dia que passa.

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Você tem percebido uma movimentação significativa de pessoas falando em saúde mental no trabalho? Pois é, é exatamente isso que estou falando. Hoje, com a evolução da ciência, a sociedade consegue entender essa necessidade como algo real.

O que dizem os números

Os profissionais que pedem demissões, em grande parte, demonstram que têm sido afetados por chefes tóxicos. O burnout é um dos exemplos claros de como isso tem evoluído em nosso contorno social.

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Para entender, em números, precisamos olhar alguns números que grupos de empresas de consultoria em RH têm constatado. Olha isso....

  • A cada 10 pedidos de demissões, 06 são por chefes tóxicos e problemas emocionais gerados por isso: estamos falando de 60% de um universo inteiro. Caótico, não?
  • A cada 10 pedidos de demissões, 02 são feitos com o intuito de empreender com um negócio próprio: a possibilidade de ganhos maiores é o motivo principal dessa movimentação.
  • A cada 10 pedidos de demissões, 02 são feitos por motivos pessoais de diversas naturezas: entre eles estão alguns motivos como falta de oportunidades de crescimento interno, falta de reconhecimento pela liderança imediata, cansaço de atuar com horários estabelecidos, novas ofertas de outras empresas e outros.

Em um parâmetro geral, a cada 10 profissionais empregados, 09 continuam ouvindo propostas externas de outras empresas, mantendo-se abertos para a migração de uma empresa para a outra.

Ainda em parâmetro geral, a cada 10 profissionais, 08 dizem que já sofreram algum tipo de assédio. Novamente, em parâmetro geral, a cada 10 profissionais, 06 dizem que a toxicidade do chefe cria estresse a ponto de prejudicar a vida familiar com esposas(os) e filhos(as).

Como lidar com isso?

Lidar com o capital humano nunca é fácil, seja em um relacionamento pessoal, amoroso ou profissional. São pensamentos diferentes, crenças opostas e opiniões que podem contradizer o que achamos que é certo.

Entretanto, sobre um(a) chefe(a) tóxico(a) temos alguns pontos a considerar:

  1. Se ele(a) é uma pessoa tóxica, temos que entender que nós não vamos mudar o seu comportamento. Podemos conseguir qualquer coisa, menos isso. Atitudes só mudam quando a pessoa quer.
  2. Evite o confronto direto, pois isso vai aumentar o conflito. Entretanto, estabeleça limites de respeito para que essa linha não seja ultrapassada.
  3. Se pedir demissão de pronto for algo que vai atrapalhar muito o seu sustento (em casos em que a pessoa não tem reserva financeira), o conselho útil ideal é que a pessoa continue nessa empresa, mas procure imediatamente, por fora, outras oportunidades e que, na primeira chance, saia correndo.
  4. Se a sua reserva financeira for mediana (nem muito, nem pouco), você pode iniciar um projeto paralelo, seja empreendendo ou com atividades remotas. Com a maturação dessa atuação paralela, pode ser o momento exato para sair.
  5. Se você tem uma reserva financeira boa que aguente o sustento por alguns meses, saia imediatamente e comece a procurar outra oportunidade em seguida.
  6. Se achar que deve, ingresse com uma ação judicial por danos morais.

O que a lei diz sobre chefes tóxicos

É importante entendermos, na forma técnica da lei, o que caracteriza um chefe tóxico. Olha só.....

  1. Repetições de grosserias e assédio moral: se houver um único caso isolado, como uma discussão acalorada, isso pode não ser caracterizado como assédio moral, desde que não haja palavrões ou ofensa à honra da pessoa. O que torna diretamente ilegal é o comportamento contínuo de grosserias, mesmo que não haja ofensas ou xingamentos.
  2. Abusos de poder: quando a chefia imediata usa o cargo para punir, excessivamente, de forma proposital.
  3. Esferas cível e trabalhista: caso o assédio seja comprovado, há a possibilidade de ingressar com ação na Justiça do Trabalho (diretamente contra a empresa, de acordo com a CLT – Art. 223-C) e na Justiça Cível (para reparação de danos morais – Art. 927 do Código Civil).
  4. Crime de injúria: quando há uma ofensa ou xingamento pessoal.
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