A comunicação não violenta no ambiente corporativo
Uma expressão que para nós pode ser normal, para o outro pode ser ofensa
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A comunicação é o meio locomotivo para tudo e qualquer coisa ao nosso redor, já percebeu? Sem ela, não temos entendimento de nada. Sem o entendimento, não conseguimos tomar decisões assertivas. Sem decisões assertivas, podemos esperar o caos chegar. Assim funciona na vida pessoal, assim funciona na vida profissional.
Em tempos de altos índices de estresse devido a rotina que nos cerca, o maior desafio que enfrentamos diariamente é manter a comunicação branda em situações de conflitos ou corriqueiras.
Além disso, temos vivido em tempos em que os conflitos internos entre colegas de trabalho aumentam de forma assustadora, um fator que se motiva por aumento de casos de repressão, solidão e vários outros aspectos relacionados ao comportamento.
Vamos falar de forma sincera... Tem situações em que é difícil manter a compostura, não é mesmo? Situações em que vemos pessoas fazendo algo com o mero intuito de prejudicar ou dificultar a nossa vida... Você se irrita com isso também?
Maaaaaaas... temos a missão de sermos promotores do bom entendimento. Vamos entender um pouco mais sobre isso?
Objetivo 1 – manter a imparcialidade diante da emoção
Todos nós temos opiniões e crenças em algo. Em algumas situações, o vínculo de amizade com alguém também é algo que pode interferir nas análises dos fatos. Por isso, temos que ter cautela para não julgarmos de acordo com esses três fatores, pois, na comunicação violenta, o nosso foco é manter a imparcialidade e o equilíbrio, independentemente da circunstância.
Assim, o exercício de manter a neutralidade sem apontar ninguém como culpado antes que a situação efetivamente se resolva é o melhor caminho. Assim, evitamos conflito direto com o lado A ou B, mantendo a necessidade da apuração sobre o fato que ocorreu.
Assim, na maioria dos casos, pode haver consciência da própria pessoa que cometeu o erro, se essa for a sua pessoa de amizade.
Objetivo 2 – expressões que falam a mesma coisa sem o uso da agressividade
Esse é o maior desafio sobre a comunicação violenta, pois algumas expressões que para nós são normais, para outros podem ser agressão ou ofensa. Sendo assim, precisamos ter cautela com as palavras no dia a dia. Vamos a alguns exemplos sobre isso?
EXEMPLO 1:
Comunicação A:
- Fulano, vi que ainda não fez a atividade que lhe pedi pela manhã. Qual o problema?
Comunicação B:
- Fulano, até que horas conseguimos entregar a atividade que lhe pedi pela manhã?
Me diz aí.... qual não está agressiva? Qual delas não tende a criar um cenário de enfrentamento entre as duas partes?
EXEMPLO 2:
Comunicação C:
— Você já viu que o cliente está cobrando uma resposta sua e você ainda não deu?
Comunicação D:
- Precisamos dar uma resposta ao cliente. Podemos perdê-lo. Me ajuda nisso?
E agora? Qual ficou melhor?
EXEMPLO 3:
Comunicação E:
— Assim não dá certo. É melhor fazer de outro jeito.
Comunicação F:
— Será que, se tentarmos de outra forma, não poderíamos ter um resultado mais assertivo? Podemos ter alguns riscos se fizermos dessa forma.
E agora?
Objetivo 3 – pedir sem parecer uma ordem agressiva
Fazer um pedido direto a alguém nem sempre é interpretado apenas como um pedido simples. Dependendo da pessoa ou do tom de voz usado, o entendimento pode ser como uma ordem de mando. Nem todas as pessoas reagem bem a isso. Então, é mais um fator que precisamos pensar. Vamos a alguns exemplos para entendermos na prática?
EXEMPLO 1:
Comunicação A:
— Ciclana, entregue todos os documentos para o entregador do cliente.
Comunicação B:
- Ciclana, você consegue separar todos os documentos para entregarmos para o entregador do cliente?
Qual comunicação você achou melhor?
EXEMPLO 2:
Comunicação C:
- Você tem que bater meta até o dia 30.
Comunicação D:
- A nossa entrega de meta é no dia 30. Até lá, precisamos entregar X de resultados. Conseguimos?
E aí?
Para compreendermos o conceito da comunicação não violenta como um todo, precisamos entender que usar a comunicação branda não é ser passivo(a).
Há situações, sim, que requerem uma energia maior do que o normal, e não devemos ter receio de fazê-las, desde que não existam ofensas, claro.
O uso da energia para tentar solucionar um problema recorrente ou crônico não é comunicação violenta, mas sim uma ação necessária em qualquer ambiente social, seja pessoal ou profissional.
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