Como experiências e habilidades podem abrir o mercado de trabalho para profissionais +50
Algumas empresas já entenderam que eles são fundamentais
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para muitas pessoas, ser um(a) profissional +50 é um pesadelo. Infelizmente, esse é o sentimento de uma boa parte de pessoas desse grupo. Isso se dá devido ao preconceito com a idade que vivemos no Brasil há algumas décadas quando o cenário é o mercado de trabalho.
Confesso que, como profissional de RH, acho um pouco difícil entender esse sentimento de alguns gestores que acham que a idade é um medidor de capacidade de produtividade, eficiência e dedicação.
O legal desse tema é que, na última década, muitas organizações começaram a analisar essa situação com um olhar diferente e, assim, passaram a considerar os profissionais +50 com suas experiências profissionais e pessoais, habilidades e conhecimentos.
E essas mesmas organizações têm visto que pensar assim tem dado certo. Algumas, inclusive, abrem processos seletivos exclusivamente para esse público. Na prática, isso mostra uma grande evolução social e de mercado.
Há alguns meses venho recebendo mensagens de profissionais +50 com os pedidos para abordagem sobre o tema. Há um ambiente construído de muitas dúvidas, questionamentos e até mesmo autoestima. Por isso, escolhi algumas perguntas que chegaram até mim e vou respondê-las hoje.
“Tenho 54 anos e estou com muita dificuldade de me recolocar. Estou muito preocupado. O que eu preciso fazer?”
Essa pergunta veio do João Augusto Silva Honorato, de Jundiaí (SP).
Para profissionais +50, há um ponto estratégico para explorar: a inteligência emocional. Por serem pessoas mais experientes, há uma maior tendência de mais equilíbrio emocional que normalmente as experiências de vida trazem.
Por vivermos em um século com a alta significativa de números de pessoas com problemas emocionais, citar isso pode trazer uma grande vantagem. As empresas estão preocupadas com esse tema, que tem gerado muitos desentendimentos, confusões e brigas no ambiente de trabalho.
Além disso, é importante levar exemplos práticos de soluções realizadas por onde passou, citando resultados em percentuais do que melhorou. Por exemplo: “Depois que entrei na empresa X, implementei um novo procedimento no setor e conseguimos reduzir 15% de custos operacionais”.
“Tenho 56 anos. Fui a uma entrevista, mas senti que a minha idade pode ter sido o fator da minha desclassificação”
Essa pergunta veio da Rosiléia Jesus Albuquerque, de Niterói (RJ). Em contato com ela, perguntei qual era a vaga para a qual havia concorrido. A função em questão era de auxiliar de produção.
Nesse caso específico, tem um detalhe que precisamos refletir. Para uma vaga de auxiliar de produção, normalmente é necessária muita força braçal e manual.
Na maioria das vezes, esse profissional carrega materiais, máquinas, equipamentos e outros produtos, e isso força a estrutura corporal da pessoa. Assim, naturalmente, a vaga vai ficar com alguém mais jovem, não por preconceito, mas por cuidado com a pessoa +50.
Ao mesmo tempo que existem situações como essa, há funções mais administrativas que estão sendo ocupadas por esse grupo de pessoas. As empresas estão focando mais em seus conhecimentos de vida do que em sua força física, pois assim sabem que a contribuição e produtividade serão maiores.
“Tenho 58 anos, consegui me recolocar, mas acho que foi por eu ter um curso específico que poucos têm na área metalmecânica”
Essa pergunta veio do Paulo Nery Galdêncio, de Dias D’Ávila (BA).
É possível que a recolocação tenha ocorrido, sim, devido ao curso específico. Maaaaas.... isso acontece em todas as áreas e em todas as faixas etárias.
O Brasil é um país que carece de mão de obra e conhecimentos específicos em muitas áreas. Quando surge um profissional que possui algo específico, a probabilidade de ficar na vaga aumenta de forma significativa.
Sendo assim, a recolocação aconteceria tendo 58 ou 20.
“Tenho 62 anos e tive a impressão de que o gestor do setor sentiu que eu poderia ser uma ameaça ao cargo dele”
Essa pergunta veio da Maria Joana Oliveira dos Santos, de Cuiabá (MT).
Essa impressão pode ser real. Pessoas com mais tempo de vida possuem mais experiências profissionais. Sendo assim, a pessoa que entrevistou pode ter ficado com receio de perder o seu lugar.
Sendo assim, há alguns gatilhos que podemos aplicar na comunicação para que esse medo deixe de existir. Olha só:
- Vamos trabalhar juntos para você subir e eu também?
- Tenho respeito por hierarquia. Então, nós vamos trabalhar para gerar resultados para a sua gestão.
- Vou usar a minha experiência para gerarmos resultados juntos. Conta comigo.
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