Como lidar com a geração do six seven e do farmar aura no mercado de trabalho
Maior desafio é unir a geração atual com a geração anterior
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Você já deve ter ouvido falar sobre “six seven” ou “farmar aura”, seja na imprensa, redes sociais ou até mesmo dentro da sua casa. São expressões muito usadas pela nova geração de jovens, que colocam um conceito específico para cada uma delas.
Para quem é da geração anterior, à qual me incluo, pode parecer um pouco estranho. Entretanto, essa foi a mesma sensação que nossos pais tiveram quando nós surgimos como a nova geração. Eles também achavam que toda a evolução que trouxemos eram bobagens. Ou não.
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Nesse cenário, cria-se a necessidade de entender esses jovens, seus comportamentos, reações e tendências sobre o mercado de trabalho, que moldará a sociedade nos próximos 50 anos.
Esse exato momento que temos vivido mostra claramente a transição das gerações manual e tecnológica. Eu ainda faço parte da manual, em que os celulares eram uns tijolões e a internet era discada com aquele “triiiiii-unnnn-triiii”. Você lembra?
Bem ou mal, as mudanças comportamentais das gerações são fatores naturais que normalmente ocorrem a cada 50 anos. Novos conceitos, novos hábitos e, por consequência, novas ordens sociais. Diante disso, será que o mercado de trabalho e as empresas estão preparadas para lidar?
Hoje trarei alguns pontos que nos levarão à reflexão sobre esse novo momento do futuro.
Principais mudanças de comportamento social
Há muitas mudanças de comportamento na nova geração do six seven e farmar aura. Entre elas, podemos destacar as principais:
São menos pacientes
Com todo o avanço da tecnologia, a paciência se tornou um fator crítico. Antigamente, muitas pessoas se comunicavam por cartas que demoravam semanas para chegarem aos seus destinos. Nos dias de WhatsApp, em poucos segundos nós temos um ciclo de comunicação inteira realizada.
A rapidez de informações que a tecnologia nos trouxe criou um condicionamento de comportamento social mais rápido, com menos paciência para esperar e ter a tolerância que se tinha na época das cartas.
Esse é apenas um exemplo dos gatilhos que têm mudado o comportamento da sociedade. Há muitos outros.
Dificuldade para lidar com frustrações
É uma geração que teve menos dificuldade de acesso a praticamente tudo, se compararmos com a geração anterior. Se você precisa de uma informação, tem na palma da mão. Se você precisa comprar um produto específico, dá para parcelar em até 24x. Se você precisa tirar uma dúvida sobre determinado assunto, é só procurar na internet que tem tudo.
Esse ambiente de muitos estímulos e maiores facilidades diversas gera um sentimento de necessidade de ter tudo rápido e quando quiser. Entretanto, no mundo corporativo, a realidade não é bem assim.
Muitos processos requerem tempo, paciência e tolerância. Com isso, gestores(as) têm relatado muita dificuldade em lidar com esse novo comportamento.
Se preocupam com o conforto e segurança própria
É raríssimo ainda existir o objetivo de passar longos 30 anos em uma empresa e se aposentar nela. A nova geração se preocupa com salário, conforto e possibilidade de trabalhar por fora para outras empresas.
Assim, a lealdade que antigamente existia é algo que tem se tornado mais difícil de achar. Muitos nem querem mais ser CLTs e estão optando por trabalhar como prestadores de serviços. Desta forma, atendem mais de uma empresa e, por isso, ganham mais dinheiro.
São desapegadas
Normalmente, são pessoas que não se apegam a um local, a um projeto ou a um conceito. Hoje pensam de uma forma e amanhã podem pensar de outra. De certa forma, isso pode gerar instabilidade e crescimento de rotatividade de pessoal.
As vantagens para as empresas
Ao mesmo tempo que existem muitos pontos críticos sobre essa mudança comportamental, também podemos destacar algumas vantagens que esse público traz para esse momento. Olha só alguns deles
São criativos ao extremo
O nível de criatividade desse público é algo surreal. Eles olham para velhos problemas e aplicam a tecnologia neles. Possuem a capacidade de unir várias informações em uma única direção, algo que tem sido desafiador para alguns gestores atuais que não conseguem acompanhar essa rapidez no pensamento.
Áreas como vendas, marketing, publicidade e design são algumas das áreas que ganharão muito com isso.
Não se desesperam tanto diante de problemas
Por, em sua maioria, não terem o senso de urgência, normalmente não se desesperam diante de problemas complexos. Isso é vantajoso, pois são pessoas que não travam pelo desespero.
Isso os condiciona a analisarem, de forma fria, a situação para acharem a melhor forma de resolver. Nesses casos, são pessoas estritamente movidas pelo “racional”.
São mais flexíveis às diversidades em todos os sentidos
Em maioria, são pessoas que tendem a aceitar a diferença de pensamentos. Por isso, possuem um forte gatilho para debates com foco na criação de novas ideias. Sendo assim, há uma probabilidade quase remota de haver conflitos intensos.
O desapego que gera flexibilidade
No item anterior, falei sobre o desapego ser um ponto não tão positivo, mas ele também tem um ponto interessante. O desapego faz com que esse grupo de pessoas tenha maior abertura para mudar projetos, ajustar procedimentos e aceitar novas ideias.
As tendências para com o mercado
Dito tudo isso, você acha que estamos num ambiente complicador ou que são mudanças naturais e que serão bem administradas pelas organizações?
Com tudo que está acontecendo ao nosso redor, é necessário termos um RH mais profundo e gestores(as) que tenham o equilíbrio de gerir os seus conceitos e crenças junto aos conceitos e crenças dessa nova geração. Desafio? Normalidade? Pesadelo? Como você vê isso?
A capacidade de lidar com esses novos comportamentos passará pela fase de preparação. Para ela, podemos pensar em dois pontos específicos.....
- Treinar executivos(as) com o uso de psicologia: essa é a forma mais eficiente de capacitar profissionalmente a geração que vai gerir esses novos conceitos. Me atrevo a dizer que todos os gestores deveriam conhecer um pouco de assunto (psicologia).
- Programas de interações: as duas gerações precisam interagir entre si, seja através de dinâmicas ou programas com objetivos específicos. Dessa forma, tende-se a estimular que um respeite o outro, entendendo suas limitações, conceitos e hábitos. Nesse item, o maior desafio que temos é interpretar o outro como ele é, não de acordo com as nossas crenças.
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