A revolução silenciosa nas estufas
A combinação entre sementes de alto desempenho e inteligência artificial promete reduzir a distância entre o potencial das plantas e os resultados obtidos pelos produtores
A horticultura vive uma transformação discreta, mas com potencial para redefinir a produção em ambientes protegidos.
Se antes o diferencial estava apenas no desenvolvimento de sementes mais produtivas e resistentes, agora a inovação passa pela capacidade de acompanhar, em tempo real, como cada planta responde às condições de cultivo.
A inteligência artificial e a visão computacional começam a ocupar espaço estratégico, aproximando genética, manejo e tomada de decisão.
A Enza Zaden, empresa holandesa especializada no desenvolvimento de sementes de hortaliças, anunciou um investimento estratégico na IUNU, responsável pela plataforma LUNA, que combina inteligência artificial e visão computacional para acompanhar o desenvolvimento das plantas em estufas e transformar dados da cultura em informações para apoiar decisões dos produtores.
“Variedades fortes são o ponto de partida, mas seu valor é efetivamente concretizado na estufa. Nosso trabalho com a IUNU proporciona uma visão mais objetiva de como as culturas se desenvolvem e como as variedades se comportam na prática. Este investimento nos dá uma base para aprofundar esse trabalho e explorar novas formas de ajudar os produtores a extrair mais do potencial de cada variedade,” disse Jaap Mazereeuw, CEO da Enza Zaden.
A proposta é unir o conhecimento em melhoramento genético com o monitoramento contínuo das culturas, permitindo decisões mais rápidas e precisas ao longo do ciclo produtivo.
“O valor deste investimento será medido pelos resultados práticos que ele gerar para os produtores. A IUNU agrega uma camada adicional de insights sobre a cultura, capaz de ajudar os produtores a entender e gerenciar melhor o desempenho no dia a dia,” pontou Dirk Neelis, CFO da Enza Zaden.
Mais do que uma parceria empresarial, a iniciativa ilustra um movimento cada vez mais presente no agronegócio: o uso de dados para potencializar o que a genética oferece.
“As plantas são a verdade concreta. Os produtores precisam saber se uma cultura está seguindo o planejado e onde o desenvolvimento começa a divergir da estratégia. A IUNU cria esse registro objetivo em escala comercial. Junto com a Enza Zaden, podemos encurtar a distância entre o potencial genético e o desempenho na estufa,” disse Adam Greenberg, CEO da IUNU.
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