Do clássico ao western: o artesanato em madeira que encanta o campo
Móveis de alto padrão sob medida e peças feitas à mão chegam a fazendas, haras e ranchos
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entalhar uma peça de madeira é carregar muito mais do que um desenho. É colocar nela técnica, tempo e um conhecimento que passa de uma mão para outra, de geração em geração.
Em cada móvel, cada peça também carrega a identidade de profissionais que dominam técnicas artesanais cada vez mais raras. É um trabalho que exige precisão, paciência e, sobretudo, tempo.
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À frente de uma empresa familiar fundada há 42 anos, Roberto Corazzo cresceu dentro do negócio e hoje acompanha não apenas as transformações do mercado, mas também os novos caminhos que a empresa encontrou para aproximar o mobiliário do universo sertanejo e do estilo de vida do campo.
“Corazzo é paixão. São 42 anos fazendo isso. Meu pai fundou a empresa, eu nunca fiz outra coisa na vida. Eu nasci fazendo isso, só me vi fazendo isso, só sei fazer isso.”

Durante a 5ª edição do Leilão Haras Frange, realizada nesta semana no Palácio Tangará, em São Paulo, o Mundo Agro visitou o estande da Corazzo e conheceu um pouco mais desse trabalho.
A relação com o universo sertanejo ganhou força nos últimos anos, e a empresa passou a desenvolver projetos para grandes nomes da música. É quando o rústico ganha acabamento sofisticado e materiais naturais passam a dividir espaço com projetos de alto padrão.
Uma das peças expostas durante o evento ajuda a traduzir essa proposta. Uma banqueta desenvolvida para o Sorocaba, da dupla Fernando & Sorocaba, reúne madeira maciça de Jequitibá Rosa, entalhe e couro.
“Ela tem requinte porque é madeira de Jequitibá Rosa, entalhada, com couro nobre.”
Mas preservar essa técnica exige manter um legado vivo. É preciso encontrar quem saiba executar o trabalho — e quem esteja disposto a aprender.
Para Roberto, esse é hoje um dos grandes desafios. E, por isso, a empresa decidiu criar uma escola dentro da própria estrutura para formar novos profissionais.
“Nós temos uma escola dentro da empresa. Hoje não existe mais esse profissional. Nós temos que ensinar esse profissional.”
A iniciativa parte de uma visão que Roberto leva para a gestão da empresa: não basta cobrar qualificação de um funcionário se não houver investimento em sua formação.
“As pessoas reclamam que não tem mão de obra, reclamam que o funcionário não faz isso, não executa. Mas será que parou para pensar que ele tem que educar o funcionário?”
Para ele, a educação também é uma ferramenta de continuidade.
“Como um país evolui? Com educação. Como uma empresa evolui? Com educação também.”
Entre a madeira e as mãos de quem a transforma, eu encontrei o Pedro Henrique Rocha, um dos profissionais responsáveis pelo entalhe na empresa.
Há mais de sete anos dedicado à técnica, ele aprendeu a esculpir com os próprios irmãos.
“A gente começou com o nosso irmão mais velho. Há 22 anos ele começou a esculpir, a aprender a entalhar. Depois, ele passou esse dom para o meu irmão do meio e, mais tarde, chegou a minha vez.”
Para Pedro, o maior desafio não está apenas na execução manual. Está também na capacidade de imaginar a peça antes que ela exista.
“O mais difícil é a questão do desenho. De tirar da cabeça algum formato e já pensar lá na frente como vai ficar.”
É um trabalho que exige tempo.
“É bem difícil encontrar alguém que esteja interessado em aprender, interessado em esculpir. Porque isso aqui leva tempo. E hoje em dia o tempo também é escasso.”
A história da companhia começou no mobiliário clássico, com peças entalhadas à mão e acabamentos que incluem folhas de ouro e prata.
“É um nível de execução que hoje em dia não existe mais,” disse Gleidson Silvério, gerente de operações da empresa.
A tradição, no entanto, ganhou uma nova frente. Há cerca de seis meses, a empresa lançou a Maison Cabin, marca criada para levar esse DNA clássico ao universo western.
A proposta combina a precisão do trabalho artesanal com materiais que remetem mais diretamente ao campo. A linha contempla diferentes ambientes e foi pensada especialmente para casas de campo, fazendas e ranchos de alto padrão.
“A Corazzo veio justamente para trazer o que faltava: o mobiliário conversar com o estilo do cliente, conversar com o estilo da arquitetura.”
Para Gleidson, o mobiliário vai além da função e passa a fazer parte da identidade de quem vive esse universo. É essa conexão entre peça, espaço e estilo de vida que, para ele, define a Corazzo: “Pertencimento.”
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