El Niño aumenta pressão sobre a gestão da água no agronegócio
Especialista alerta que monitoramento, redução de desperdícios e planejamento devem começar antes que o estresse hídrico chegue ao campo
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O avanço do El Niño coloca a gestão hídrica entre as prioridades do agronegócio. Em um setor no qual a água é essencial tanto para a produção quanto para o processamento, o desafio passa a ser menos esperar os efeitos do clima e mais antecipar seus impactos sobre a operação.
A irrigação representa 50,3% do uso da água no Brasil, o que evidencia a dimensão da dependência do setor produtivo em relação ao recurso, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Para Felipe Mendes, sócio da T&D Sustentável, o risco precisa ser tratado com a mesma atenção dedicada a outros insumos essenciais para o funcionamento das empresas.
“A água deveria ter o mesmo nível de monitoramento aplicado à energia e a outros insumos críticos. Empresas que acompanham seus indicadores hídricos conseguem agir preventivamente, antes que isso afete a operação. “Quem espera a estiagem chegar para agir perde a janela mais importante: a da preparação”, afirma.
Na agroindústria, o impacto pode ir além da lavoura. Processos de beneficiamento, processamento, limpeza e resfriamento dependem de abastecimento regular, fazendo com que uma eventual restrição tenha potencial para afetar toda a cadeia.
Por isso, iniciativas como monitoramento do consumo, redução de perdas, reúso e planejamento para períodos de escassez começam a ganhar uma dimensão que vai além da agenda ambiental.
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