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Quarta Instância

Julgamento da Dosimetria divide STF e deve ameaçar mais a relação com o Congresso

Após Alexandre de Moraes suspender a aplicação da lei, ala da corte teme que decisão motive novas medidas contra o tribunal

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Julgamento da nova Lei da Dosimetria provoca divisão interna no STF.
  • Ministro Alexandre de Moraes exige informações da Presidência da República e do Congresso Nacional em cinco dias.
  • Suspensão da lei visa evitar redução de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
  • Tensão entre os Poderes pode aumentar, exigindo cautela do STF para preservar o diálogo com a Câmara dos Deputados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Alexandre de Moraes é o relator de duas ações que questionam a validade da norma Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil- 10.09.2025-

O julgamento sobre a constitucionalidade da nova Lei da Dosimetria estabeleceu mais um cenário de divisão interna no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na última sexta-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Presidência da República e o Congresso Nacional prestem informações sobre a lei no prazo de cinco dias.


Moraes é o relator de duas ações, apresentadas pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e pela federação PSOL-Rede, que pedem a suspensão imediata da norma.

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No sábado (9), o ministro suspendeu a aplicação da lei para reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e por participação na trama golpista ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Impasse entre ministros

Enquanto uma ala da corte, liderada pelo ministro Alexandre de Moraes, defende a urgência de uma resposta institucional para garantir a segurança jurídica e evitar retrocessos penais, outros magistrados manifestam preocupação com o “timing” da medida.

A divergência central reside no receio de que uma decisão rápida e possivelmente contrária ao texto aprovado seja interpretada como uma nova interferência nas prerrogativas do Poder Legislativo.


Essa tensão interna reflete o delicado equilíbrio entre os Poderes, uma vez que o avanço do julgamento ameaça acirrar ainda mais os ânimos com o Congresso.

Interlocutores do STF apontam que o momento político exige cautela para evitar a abertura de uma nova frente de batalha com parlamentares, que já articulam medidas para limitar o alcance de decisões monocráticas.


Assim, o STF se vê diante do dilema entre exercer seu papel de guardião da Constituição ou adotar uma postura de prudência política para preservar a estabilidade institucional e o diálogo entre os Poderes.

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