Entenda por que países da Otan concordaram em aumentar o investimento militar
Manuel Furriela afirma que Donald Trump já cobrava este posicionamento há algum tempo
Conexão Record News|Do R7
Em cúpula que termina nesta quarta (25), na Holanda, países integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) confirmaram o aumento de gastos militares para 5% do PIB nacional. Em declaração conjunta, os 32 membros se comprometeram a expandir os investimentos e necessidades básicas de defesa até 2035.
Em entrevista ao Conexão Record News nesta quarta-feira (25), Manuel Furriela, mestre em Direito Internacional pela USP (Universidade de São Paulo), afirma que, idealmente, a Otan foi criada no contexto da Guerra Fria para "englobar os países", principalmente os países do Ocidente, em contraponto à União Soviética e seus aliados, mas que, hoje, o bloco mudou de papel.
"Ela [Otan] confronta a Rússia e também confronta a China e eventuais outros estados, como o Irã, que colocam em risco a segurança dos seus aliados", afirma. O tratado é composto por 32 países, entre eles, Estados Unidos, França, Turquia e Alemanha.
Furriela explica que o presidente norte-americano, Donald Trump, há algum tempo afirma que os investimentos estadunidenses são mais elevados do que os de outros países da aliança. E, por isso, em reunião, os outros países do tratado acabaram aceitando elevar seus investimentos com forças armadas. Ele afirma que a Espanha tentou recuar nessa negociação, mas acabou cedendo.
"A Europa percebe o quão frágil ela está, por exemplo, em relação à Rússia. Além dessa fragilidade que a Europa constatou, ela percebeu pelas últimas palavras do presidente americano que os Estados Unidos não vão mais garantir a segurança da Europa; em conjunto, sim, mas não isoladamente", conclui.
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