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‘Tudo em diplomacia é muito calculado’, afirma professor sobre aproximação entre Lula e Trump

Mudança de postura de Washington pode indicar maior abertura ao diálogo, segundo analista internacional

Hora News|Do R7

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Em entrevista ao Hora News de terça-feira (23), José Niemeyer, especialista em relações internacionais, comenta a aproximação entre os presidentes Lula  e Donald Trump. Segundo ele, “tudo em diplomacia é muito calculado”. 


O professor relata que há um gesto de cordialidade entre os dois líderes, com direito a abraço e troca de cumprimentos. A cena ocorre na presença de tradutores e representantes das chancelarias dos dois países. Para Niemeyer, esse tipo de atitude indica uma disposição da Casa Branca em abrir diálogo com o governo brasileiro. 

 Ao comentar o discurso de Lula na ONU (Organização das Nações Unidas), o professor avalia que o presidente aborda temas internos em excesso. Segundo ele, o foco deve estar em questões internacionais, como meio ambiente, soberania e construção da paz. Ainda assim, reconhece que é “um discurso com muita ênfase, com muita verdade”. 

Sobre o discurso de Trump, Niemeyer observa que o presidente americano adota um tom de aproximação. Ele menciona Lula diretamente e faz um cumprimento de cabeça, gesto considerado pouco formal, mas relevante no contexto diplomático. Para o professor, isso reforça a tentativa de reaproximação entre os dois governos. 

“Isso é pouco formal na relação entre dois chefe de Estado, inclusive no plenário das Nações Unidas, mas me pareceu algo importante na perspectiva do presidente Trump estar se aproximando um pouco mais do chefe do Estado brasileiro depois de tantas controvérsias que nós vivemos nos últimos tempos e mesmo algumas situações que envolveram um conflito”, analisa o especialista.

Niemeyer destaca que o Brasil não é uma potência militar global e depende de organismos internacionais para ampliar sua influência. Segundo ele, instituições como a ONU (Organização das Nações Unidas), o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o banco do Brics são essenciais para que a voz brasileira seja ouvida pelas principais lideranças mundiais. 

O Brasil precisa dessas organizações para que a sua voz, como Estado soberano independente, a partir do chefe de Estado no momento, chegue não só à sociedade internacional, mas às principais lideranças do sistema”, avalia Niemeyer.

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