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Análise: 'Cabo de guerra' entre governo e Banco Central pode ter desfecho no segundo semestre do ano

Mesmo com a taxa de juros elevada para conter a inflação, economia segue aquecida por impulsos fiscais e acumula alta de 1,3% no PIB do primeiro trimestre

Jornal da Record News|Do R7

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Na contramão das expectativas em relação aos esforços do Banco Central para conter a inflação por meio da alta na taxa Selic, o IBC (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) indicou que a economia segue aquecida, com avanço de 1,3% no PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre.

Em entrevista ao Jornal da Record News de segunda-feira (19), Ricardo Hammoud, economista e professor do Ibmec, analisa alguns dos principais motivos que podem ter contribuído para que as atividades econômicas não desacelerassem como o esperado — um deles é a própria política fiscal do governo.

“Na verdade, a gente tem um governo jogando para tentar aquecer a economia, via aumento do gasto, via aumento de empréstimo, via crédito subsidiado. E tem o Banco Central tentando puxar a economia para baixo, tentando desaquecer a economia porque a inflação está muito alta”, explica o especialista ao pontuar que o desfecho desse “cabo de guerra” poderá ser acompanhado no segundo semestre.

Para Hammoud, as falas de Gabriel Galípolo, presidente do BC, durante evento realizado nesta segunda-feira, sinalizaram que a instituição deve manter a taxa de juros elevada por tempo suficiente até que ela comece a surtir efeitos.

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