‘Nobel da Agricultura’: entenda como brasileira premiada contribuiu para a sustentabilidade no campo
Pesquisadora investiu em soluções para substituir fertilizantes químicos e evitar a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂
Jornal da Record News|Do R7
Mariangela Hungria é a primeira brasileira a ganhar o “Nobel da Agricultura”, uma das principais premiações internacionais na área de alimentação. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) foi reconhecida por suas contribuições ao uso de insumos biológicos na produção rural.
Em conversa com o Jornal da Record News na quinta-feira (15), a cientista explica que a tecnologia que substitui os fertilizantes químicos gerou uma economia anual estimada de US$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 142 bilhões, na cotação atual) para o Brasil, além de evitar a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂.
“Hoje, a gente é o maior produtor e exportador de soja do mundo. Se não fossem nossos microrganismos, nós não seríamos porque o valor da soja é justamente pelo alto teor de proteína que ela tem, e proteína é nitrogênio. Então, a soja precisa de muito nitrogênio, e o nitrogênio fertilizante é muito caro”, pontua.
Emocionada com a conquista, Mariangela considera que o maior orgulho dos anos de trabalho na área é o impacto positivo na saúde do solo, com a redução do uso de fertilizantes nitrogenados — os que mais emitem gases de efeito estufa entre todos os outros produtos. “A gente está deixando de poluir rios, reservatórios de água”, destaca.
Para a pesquisadora, a premiação também representa uma chance para mudar as impressões internacionais, por vezes negativas, sobre a produção agrícola do país. “A grande maioria dos agricultores brasileiros acredita em sustentabilidade, usa biológicos e tenta fazer tudo da melhor maneira possível. É uma oportunidade de mostrar essa vitrine”, conclui.
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