Fim do parmesão? Como o calor extremo ameaça a produção do tradicional queijo na Itália
‘Este é um queijo com mais de 800 anos, e não queremos ser a última geração a poder apreciá-lo’, destaca um diretor de vendas internacionais
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A produção de queijo parmesão, também conhecido como parmigiano-reggiano, tem sido afetada pelas ondas de calor que atingem a Itália, com temperaturas superiores a 40°C.
O calor intenso impacta diretamente as vacas leiteiras, que chegam a produzir até 10% menos leite devido ao estresse térmico. O problema está relacionado ao rúmen, o maior compartimento do estômago dos bovinos e responsável pelo processo de fermentação, que gera mais calor no organismo dos animais.
Ainda, os produtores também enfrentam custos extras para manter os animais refrescados, com o uso de ventiladores e sistemas de aspersão. Além disso, o armazenamento das rodas de queijo exige um consumo maior de energia durante os períodos de temperaturas elevadas.
O setor movimenta cerca de 4,5 bilhões de euros por ano (R$ 26,18 bilhões, na cotação atual), e especialistas alertam que a intensificação dos eventos climáticos extremos pode trazer impactos significativos para a produção. “Este é um queijo com mais de 800 anos, e não queremos ser a última geração a poder apreciá-lo”, destaca um diretor de vendas internacionais ao comentar o aumento dos custos.
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Para receber a denominação de “parmigiano-reggiano”, o queijo deve ser produzido em uma das cinco províncias autorizadas da Itália: Parma, Reggio Emilia, Modena, Bolonha e Mântua. Além disso, o leite utilizado deve vir de vacas alimentadas exclusivamente com capim e feno produzidos na própria região.
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