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‘Quem vai pagar essa conta é a sociedade’, diz Abraleite sobre aumento nas importações

Presidente da entidade, Geraldo Borges defende o combate ao dumping para brecar os impactos aos produtores de leite

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O preço do leite pago aos produtores brasileiros desacelerou após quatro meses de alta, subindo 31% de janeiro a abril.
  • A valorização do preço do leite reflete a entressafra e dificuldades enfrentadas pelos produtores após quedas anteriores.
  • Pequenos e médios produtores enfrentam dificuldades devido a custos operacionais e práticas desleais como dumping.
  • Entidades do setor cobram medidas do governo para proteger a produção nacional e melhorar a competitividade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O preço do leite pago aos produtores brasileiros desacelerou, após um período de quatro meses consecutivos de alta. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), de janeiro a abril deste ano, o valor médio nacional subiu 31%, passando de R$ 2,02 para R$ 2,65 por litro.

Essa valorização é típica do período de entressafra, mas também reflete as dificuldades enfrentadas pelos produtores após a queda nos preços em 2025. Segundo Geraldo Borges, presidente da Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite), a recuperação ainda é insuficiente para equilibrar as contas do setor.

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“Os preços reagiram um pouco nos últimos meses, porém ainda não atingimos os patamares que nós tínhamos, por exemplo, no mesmo período do ano passado. Então, a gente ainda tem uma defasagem grande na remuneração do produtor”, afirma.

Esse cenário tem pressionado, principalmente, os pequenos e médios produtores, muitos dos quais vêm deixando a atividade devido à dificuldade em cobrir os custos operacionais. A cadeia produtiva do setor lácteo no Brasil é responsável por cerca de cinco milhões de empregos.

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Para Borges, é necessária uma intervenção do governo, começando pelo combate à prática de dumping — quando o produto é vendido abaixo do custo de produção — por países do Mercosul: “Isso traz para nós mais preocupação, porque nós estamos vivenciando momentos recordes de importação de leite em pó e queijos desde 2022, e nada foi feito.”

Segundo o executivo, caso o país não seja autossuficiente na produção de leite e derivados, ‘quem vai pagar essa conta lá na frente é a sociedade’. “Tendo que se importar obrigatoriamente para abastecer, vamos ter que importar pelo preço que o mercado internacional colocar o produto”, ressalta.

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