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Após CPMI, Anderson Torres presta depoimento na CPI da Câmara Legislativa do DF nesta quinta

Depois de quatro tentativas, será a primeira vez que o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública comparecerá à CLDF

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Torres não pode deixar o país nem usar redes sociais
Torres não pode deixar o país nem usar redes sociais

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres presta depoimento nesta quinta-feira (10) à CPI que investiga os atos de 8 de janeiro na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Ele compareceu à CPMI do Congresso Nacional que apura o mesmo assunto na última terça (8) e falou por pouco mais de sete horas.

Torres ficou 117 dias preso por suposta omissão em relação aos atos extremistas que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Ele está sob liberdade provisória desde maio, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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À CPMI, ele afirmou que "houve falha grave na execução" dos protocolos de segurança no 8 de janeiro, o que teria possibilitado as invasões. O ex-ministro disse também que não recebeu informações sobre a gravidade da situação antes de viajar com a família para os Estados Unidos, no dia 6.

Essa é a quarta vez que o depoimento de Torres é marcado no colegiado da Câmara Legislativa. Na primeira convocação (9 de março), o ex-ministro estava preso e solicitou ao STF que não fosse obrigado a comparecer, o que lhe foi concedido. Na segunda (16 de março), a data coincidiu com o depoimento dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na terceira (23 de março), Torres informou ao STF que não queria prestar depoimento por não ter "nada a acrescentar".

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Relembre o caso

Anderson Torres foi nomeado secretário de Segurança Pública do DF (SSP) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) no dia 2 de janeiro, ao deixar o governo federal. Ele foi ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro e havia conduzido a SSP entre 2019 e 2021.

Em 6 de janeiro, dois dias antes dos atos, o então secretário viajou com a família para o Estados Unidos de férias. Ele foi exonerado do cargo no mesmo dia dos atos e teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 10.

Torres foi preso preventivamente em 14 de janeiro ao desembarcar dos Estados Unidos e permaneceu detido até 11 de maio, quando obteve liberdade provisória. Desde então, o ex-secretário usa tornozeleira eletrônica, está com o porte de arma de fogo suspenso e não pode deixar o país, usar redes sociais nem manter contato com os outros investigados no inquérito.

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