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Expulso do PL, 2º mais votado no Ceará e alvo da Polícia Federal: saiba quem é Júnior Mano

Investigação apura suposto esquema de fraudes em licitações e contratos em municípios do estado

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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Júnior Mano (PSB) foi expulso do PL após apoiar candidato do PT em eleição municipal no CE Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 12/12/2023

O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) é um dos alvos da Polícia Federal nesta terça-feira (8) em uma operação que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo fraudes em licitações e contratos administrativos em municípios do estado.

Mano, que está em seu segundo mandato como parlamentar, foi eleito pelo PL (Partido Liberal) como o segundo deputado mais votado no Ceará, com 216.531 votos. Ele ficou atrás de André Fernandes (PL), que obteve 229.509 votos.


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O deputado foi expulso do PL em 2024, após apoiar e atuar na campanha do então candidato à prefeitura de Fortaleza (CE), Evandro Leitão (PT). O petista disputava a vaga com Fernandes e acabou vencendo o pleito municipal do ano passado.

As investigações começaram após denúncias sobre um suposto repasse para um dos candidatos à prefeitura de Choró (CE), que teria sido apoiado por Mano.


A suspeita é de que o deputado federal tenha utilizado recursos de emendas parlamentares para pagar eleitores e financiar a campanha de aliados.

Operação da PF

A Polícia Federal realizou na manhã desta terça-feira (8) a Operação Underhand, que apura um esquema de desvio de recursos públicos envolvendo fraudes em licitações e contratos administrativos em municípios do Ceará.


Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), com apoio técnico da CGU (Controladoria-Geral da União). As diligências ocorreram nas cidades de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio, no Ceará, além da capital federal.

Segundo a PF, os investigados fazem parte de uma organização criminosa suspeita de manipular a destinação de verbas públicas a determinados municípios cearenses em troca de contrapartidas financeiras ilícitas. O grupo também teria atuado no direcionamento de processos licitatórios por meio de empresas associadas ao esquema.


A Justiça determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação. O objetivo é interromper o fluxo de recursos de origem suspeita e garantir a possibilidade de ressarcimento ao erário público.

O que diz o deputado

Em nota enviada à imprensa, a assessoria do deputado Júnior Mano afirmou que ele “não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos”.

A defesa ressalta que, como parlamentar, Júnior Mano não exerce funções executivas ou administrativas em prefeituras, tampouco integra comissões de licitação ou atua na fiscalização de contratos.

Já o PSB informou que espera que todos os fatos sejam investigados e esclarecidos o mais breve possível, respeitando o devido processo legal e a ampla defesa do deputado.

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