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Edson Fachin admite que STF está imerso em crise institucional

Presidente da corte afirma que o cenário atual é marcado por ‘desconfiança institucional’ e polarização

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Edson Fachin admite crise institucional no STF durante palestra na FGV.
  • Fachin destaca a necessidade de enfrentar a crise com soluções novas para evitar problemas antigos.
  • O cenário atual é marcado por desconfiança institucional e polarização intensa.
  • Recentes tentativas de indiciamento de ministros ampliam a crise interna da corte, já abalada por investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Declaração de Edson Fachin ocorreu durante uma palestra realizada para estudantes em São Paulo Rosinei Coutinho/STF - Arquivo

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, disse nesta sexta-feira (17) que a corte está imersa em uma crise institucional.

Em palestra a alunos da FGV (Fundação Getulio Vargas), em São Paulo, ele defendeu a necessidade de reconhecer que há uma crise em relação à atuação da Corte e de enfrentá-la.


“Quando falamos em crises, é fundamental reconhecer que efetivamente estamos imersos, em relação à atuação do Judiciário, em uma crise que precisa ser enfrentada, com olhos de ver e ouvidos de ouvir, sob pena de repetirmos, para problemas novos, soluções velhas, que significam relegar os problemas sem resolvê-los”, comentou.

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O ministro acrescentou ainda que, no país, há um cenário de “desconfiança institucional” e “intensa polarização”. “Sempre que o juiz parecer estar atuando como agente político disfarçado de intérprete jurídico, perde-se a confiança pública”, completou.


Caso Master

Nesta semana, a tentativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) de indiciar os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado ampliou a crise interna na corte, já abalada pelas investigações envolvendo o Banco Master.

Em fevereiro, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito que trata das fraudes após reconhecer ser sócio do resort Tayayá, comprado por um fundo de investimentos que pertenceu ao Master, segundo investigações da Polícia Federal.


Em março, Alexandre de Moraes negou ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em 17 de novembro do ano passado, quando o empresário foi preso pela primeira vez ao ser alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes.

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