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Fim da escala 6x1: Motta decide votar projeto de lei do governo junto à PEC da Câmara

Em vídeo, deputado também afirma que encaminhamento será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais

Agência Estado

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu votar o projeto de lei sobre redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
  • A proposta será discutida juntamente com uma proposta de emenda constitucional (PEC) que também trata do mesmo tema.
  • O projeto de lei possui urgência constitucional e precisa ser votado até o final de maio para não atrasar a pauta da Câmara.
  • Ministros e deputados destacaram a necessidade de regulamentar especificidades através do projeto de lei, que não são abordadas pela PEC.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Motta: 'Queremos fortalecer as convenções coletivas para que tratem das particularidades de cada setor' Marina Ramos / Câmara dos Deputados - 12.05.2026

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quarta-feira (13) votar o projeto de lei enviado pelo governo Lula sobre redução da jornada de trabalho junto com a proposta de emenda à Constituição sobre o tema que tramita na Casa legislativa.

O deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e do Trabalho, Luiz Marinho, após reunião na Residência Oficial da Câmara.


Além deles, participaram do encontro o ministro do Planejamento, Bruno Moretti; o presidente da comissão especial que debate a PEC, Alencar Santana (PT-SP); o relator, Leo Prates (Republicanos-BA); o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS); e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Luiz Gastão (PSD-CE).

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No vídeo, Motta afirma que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. “Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas, para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, declara.


Segundo o presidente da Câmara, o projeto enviado pelo governo será necessário para adequar a legislação às mudanças que serão feitas à Constituição pela redução da jornada de trabalho.

Urgência constitucional

O projeto enviado pelo governo tem urgência constitucional, o que significa que precisaria ser votado até o final de maio sob risco de travar a pauta da Câmara.


Segundo o cronograma, os dois textos devem ser analisados praticamente juntos. A PEC pode ser votada no dia 26, na comissão especial, e, no dia 27, em plenário.

A urgência também seria importante para manter a pressão sobre o Senado. Em entrevista nesta terça-feira (12), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou preocupação com a tramitação do texto no Senado.


“É um perigo votar na Câmara a PEC e não votar o PL com urgência constitucional e, como a PEC não tem urgência constitucional, ela é aprovada na Câmara, mas fica dormindo em berço esplêndido no Senado. Esse é um risco real que a sociedade precisa estar atenta para evitar que isso aconteça”, ressaltou Boulos.

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Durante coletiva de imprensa para comentar os dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), o ministro Luiz Marinho defendeu que somente a PEC não conseguiria fazer o ajuste de jornada.

“Você delega a um projeto de lei a lei específica sobre o assunto, esse conjunto dos demais eventuais detalhamentos e complementos que a Constituição delegará à legislação ordinária”, afirmou o ministro. “E seguramente a lei delegará outras questões para as convenções coletivas”, acrescentou.

Foco no PL

O deputado Alencar Santana também saiu em defesa do projeto do governo e afirmou que o texto “tem detalhes que as propostas constitucionais não trazem corretamente”.

“Isso é matéria de projeto de lei. Então, o presidente Hugo Motta também dará sequência a esse projeto, para que ele possa, com serenidade, ser aprovado e a gente assegurar de fato os ganhos aos trabalhadores a partir da discussão que nós estamos trabalhando”, frisou o parlamentar.

A votação do projeto de lei junto com a PEC era um pleito de Marinho, que argumentava que o texto do governo tratava de especificidades não abordadas pela proposta de emenda à Constituição.

Na semana passada, o relator passou a se alinhar com Marinho e disse que havia coisas que não conseguiriam ser vencidas na PEC “pela complexidade do mundo do trabalho”.

“Do aspecto formal, eu acho que o ministro Marinho hoje dá um caminho que é isso, de a PEC regular a regra geral e a gente ir para um PL, como até foi feito muito próximo da reforma tributária. O PL vai regular as especificidades”, salientou Leo Prates.

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