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Haddad diz que tarifas dos EUA sobre aço e alumínio prejudicam a economia global

Ministro da Fazenda afirma que governo brasileiro avalia implicações de imposto anunciado pelo presidente Donald Trump

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Haddad disse que governo pode tentar negociação com os EUA
Haddad disse que governo pode tentar negociação com os EUA Antônio Cruz/Agência Brasil - 11.2.2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (11) que as tarifas dos Estados Unidos sobre importações de aço e alumínio “são contraproducentes para a melhoria da economia global“. Ele comentou que o governo brasileiro ainda analisa qual vai ser o impacto da medida anunciada nessa segunda (10) pelo presidente Donald Trump. Haddad informou que o governo federal tem acompanhado o assunto por meio do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

“Nós estamos acompanhando. Primeiro, sabendo a minúcia da decisão, segundo, observando quais as implicações que isso vai ter, porque não é uma decisão contra o Brasil, é uma coisa genérica para todo o mundo. Observamos as reações do México, do Canadá, da China a esse respeito. Mas a avaliação é de que medidas unilaterais desse tipo são contraproducentes para a melhoria da economia global. A economia global perde com isso, com essa retração, com essa desglobalização que está acontecendo”, afirmou Haddad em entrevista a jornalistas.


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Nessa segunda, Trump assinou uma ordem para taxar em 25% o alumínio e o aço importados pelos EUA, a partir de 12 de março. “A nossa nação precisa que aço e alumínio sejam produzidos nos Estados Unidos, não em terras estrangeiras”, declarou o norte-americano, ao anunciar a medida.

O imposto afeta diretamente o Brasil, o segundo maior vendedor de aço para os EUA, atrás apenas do Canadá. A iniciativa faz parte de um movimento protecionista de Trump. No primeiro mês do novo mandato, o republicano impôs taxa de 10% sobre todos os produtos chineses. Tarifas para itens mexicanos e canadenses também chegaram a ser anunciadas, mas foram suspensas temporariamente após negociações com os vizinhos.


Haddad destacou que o posicionamento significa “defender um tipo de globalização sustentável do ponto de vista social e ambiental”.

Questionado sobre a possibilidade de negociar com o governo de Trump, o ministro declarou não saber qual é a “disposição” da gestão do republicano. “Até porque em 2018 aconteceu de uma sobretaxa ser imposta e pouco tempo depois houve um recuo. Então, por isso que o MDIC está fazendo essa avaliação, para levar para o presidente o quadro geral, e nós vamos avaliar conjuntamente”, acrescentou, ao informar que deve se reunir com o setor de aço e alumínio brasileiro em breve.


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