Moraes aguarda PGR para decidir sobre inquérito que descartou interferência de Bolsonaro na PF
PGR pode pedir arquivamento definitivo do processo ou novas diligências por parte da Polícia Federal
Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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A Polícia Federal concluiu, pela segunda vez, que não há provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha tentado interferir na corporação, e o desfecho do caso agora depende da manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), aguardada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator do caso.
No início do mês, a PF enviou a Moraes um relatório complementar sobre a investigação, que tinha sido concluída em 2022. O inquérito foi aberto após acusações feitas pelo senador e ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro teria pressionado por mudanças na Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas envolvendo familiares e aliados.
Em 2022, a PF já tinha recomendado o arquivamento do caso, mas a PGR solicitou diligências adicionais. Na nova análise, a PF reafirmou a ausência de elementos que sustentem acusação criminal. Segundo o relatório, a investigação “não revelou informações capazes de justificar imputações penais”.
Entre os principais pontos levantados pela corporação está a própria dinâmica dos inquéritos no STF. De acordo com depoimentos colhidos, incluindo o do ex-diretor-geral Maurício Valeixo, investigações sob relatoria da corte não passam pelo comando-geral da PF, sendo conduzidas diretamente entre equipes policiais e gabinetes dos ministros.
A PF também analisou especificamente possíveis interferências em investigações como o inquérito das fake news e o dos atos antidemocráticos, ambos relatados por Moraes, e concluiu que não há qualquer indício de ingerência por parte de Bolsonaro. O próprio ministro informou que não havia provas de conexão entre esses casos e as suspeitas investigadas.
Outro ponto destacado foi a inexistência de pedidos diretos de informações por parte do então presidente. Valeixo afirmou que nunca recebeu solicitações nesse sentido, nem de Bolsonaro nem de Moro.
Com a conclusão do novo relatório, a Polícia Federal encerrou sua atuação administrativa no caso, mas indicou que pode cumprir novas diligências, caso sejam solicitadas.
Após o envio do documento ao STF, Moraes remeteu o processo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a quem caberá decidir os próximos passos. A PGR pode pedir o arquivamento definitivo do inquérito ou solicitar novas investigações.
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