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Moraes aguarda PGR para decidir sobre inquérito que descartou interferência de Bolsonaro na PF

PGR pode pedir arquivamento definitivo do processo ou novas diligências por parte da Polícia Federal

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal concluiu que não há provas de interferência de Jair Bolsonaro na corporação.
  • O caso aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possíveis novos passos.
  • O inquérito foi aberto após acusações de Sergio Moro sobre pressão para obter informações sigilosas.
  • Com o novo relatório, a PF encerrou sua atuação, mas pode realizar novas diligências se a PGR solicitar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jair Bolsonaro
PF disse que investigação não revelou 'informações capazes' de incriminar Bolsonaro Natanael Alves/PL - 12.12.2023

A Polícia Federal concluiu, pela segunda vez, que não há provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha tentado interferir na corporação, e o desfecho do caso agora depende da manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), aguardada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator do caso.

No início do mês, a PF enviou a Moraes um relatório complementar sobre a investigação, que tinha sido concluída em 2022. O inquérito foi aberto após acusações feitas pelo senador e ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro teria pressionado por mudanças na Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas envolvendo familiares e aliados.

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Em 2022, a PF já tinha recomendado o arquivamento do caso, mas a PGR solicitou diligências adicionais. Na nova análise, a PF reafirmou a ausência de elementos que sustentem acusação criminal. Segundo o relatório, a investigação “não revelou informações capazes de justificar imputações penais”.

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Entre os principais pontos levantados pela corporação está a própria dinâmica dos inquéritos no STF. De acordo com depoimentos colhidos, incluindo o do ex-diretor-geral Maurício Valeixo, investigações sob relatoria da corte não passam pelo comando-geral da PF, sendo conduzidas diretamente entre equipes policiais e gabinetes dos ministros.

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A PF também analisou especificamente possíveis interferências em investigações como o inquérito das fake news e o dos atos antidemocráticos, ambos relatados por Moraes, e concluiu que não há qualquer indício de ingerência por parte de Bolsonaro. O próprio ministro informou que não havia provas de conexão entre esses casos e as suspeitas investigadas.

Outro ponto destacado foi a inexistência de pedidos diretos de informações por parte do então presidente. Valeixo afirmou que nunca recebeu solicitações nesse sentido, nem de Bolsonaro nem de Moro.

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Com a conclusão do novo relatório, a Polícia Federal encerrou sua atuação administrativa no caso, mas indicou que pode cumprir novas diligências, caso sejam solicitadas.

Após o envio do documento ao STF, Moraes remeteu o processo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a quem caberá decidir os próximos passos. A PGR pode pedir o arquivamento definitivo do inquérito ou solicitar novas investigações.

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