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Motta manobra contra tática do governo e pauta projeto de lei da escala 6x1 para semana que vem

Presidente da Câmara adota o mesmo texto de PEC já aprovada para liberar votações obstruídas pelo Executivo, como o Marco Legal da IA

Agência Estado

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pautou para a próxima semana a votação do projeto de lei que institui o fim da escala 6x1.
  • O projeto terá o mesmo texto da PEC já aprovada pela Câmara e será relatado pelo deputado Leo Prates.
  • A decisão visa destravar a pauta da Câmara, que está trancada devido a um impasse entre o governo e o Senado.
  • A paralisação na pauta afetou votações importantes, como a regulamentação da inteligência artificial e o PLP dos combustíveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Motta diz a aliados que a Câmara foi penalizada por um problema que ocorre entre o governo e o Senado Marina Ramos/Camara dos Deputados - 10.06.2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), colocou na pauta do plenário da semana que vem a previsão de votação do projeto de lei com urgência constitucional que institui o fim da escala 6x1. A pauta foi divulgada nesta sexta-feira (12).

De acordo com Motta, o projeto de lei terá o mesmo texto da PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o assunto, já aprovada pela Câmara.


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O presidente da Câmara designou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para ser o relator do projeto. Prates também havia sido o relator da PEC com o mesmo tema.

“Vamos manter o mesmo texto da PEC 6x1, aprovada em 27/5 pela Câmara dos Deputados, agora em análise pelo Senado”, escreveu na rede social X. “O objetivo é destravar a pauta da Casa para avançarmos em outras matérias de relevância, como o Marco Legal da IA e o aumento do limite de faturamento do MEI”, acrescentou.


A decisão representa uma manobra contra a tática do governo de manter os trabalhos da Câmara trancados . Os deputados já haviam aprovado a PEC em maio, porém, o Senado ainda não deu andamento à matéria.

Segundo lideranças governistas, a expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acerte as contas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nos próximos dias.


Para pressionar Alcolumbre, o governo então decidiu manter a urgência constitucional sobre um projeto de lei com teor semelhante que havia sido enviado em paralelo. A urgência é um instrumento do governo que determina um prazo de 45 dias para a Câmara realizar a votação do texto. O prazo acabou em 30 de maio, portanto, os deputados passaram a semana com a agenda travada.

Crise alheia à Câmara

A aliados, Motta apontou que a Câmara foi penalizada por um problema que ocorre entre o governo e o Senado. O deputado também deixou com os senadores a responsabilidade de negociar com o Palácio do Planalto e sinalizou que não se vê no papel de intervir nesse diálogo.


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Segundo o presidente da Câmara, o PLP dos combustíveis não foi à votação por causa do trancamento da pauta. A interrupção também afetou o andamento da regulamentação da inteligência artificial no Brasil.

Com a decisão de pautar o projeto de lei com o mesmo texto da PEC, a Câmara volta atrás na previsão de que o projeto serviria para regulamentar a emenda à Constituição.

Anteriormente, o acordo com o governo e os deputados se dava no sentido de aguardar a aprovação da PEC para, em seguida, utilizar o projeto de lei para a regulamentação.

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