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Fora do ar desde ontem à noite, canal ‘Exército do Lula’ deve voltar a funcionar na tarde de quinta (15)

Nunes Marques reconheceu que a exigência de registro foi cumprida e impôs 48h de suspensão, contadas a partir do cadastro do grupo no TSE

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O canal "Exército do Lula" no WhatsApp foi suspenso após decisão de Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.
  • O canal foi derrubado por volta das 23h de terça-feira (13) e deve retornar na quinta-feira (15) após registro como meio oficial de propaganda eleitoral.
  • Nunes Marques impôs uma quarentena de 48 horas e supervisão regulatória pelo WhatsApp para o funcionamento do canal.
  • André Janones, administrador do canal, questionou a suspensão durante a votação do fim da escala 6x1 no Senado, ligando-a a interesses políticos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Canal 'Exército do Lula' deve voltar a operar nesta quinta-feira (15) Reprodução/WhatsApp Exército do Lula - 14.10.2026

O canal “Exército do Lula” no WhatsApp está oficialmente fora do ar desde a noite desta terça-feira (13). A derrubada do grupo acontece após sucessivas decisões do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, que visavam suspender seu funcionamento.

Segundo o deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que administra o canal, ele foi derrubado por volta das 23h de ontem. O canal deve voltar a funcionar por volta das 13h desta quinta-feira (15), 48 horas depois de a campanha de Lula registrar o canal como meio oficial de propaganda eleitoral.

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Essa foi uma exigência imposta por Nunes Marques para que o grupo pudesse operar. Segundo o ministro, havia elementos suficientes para entender que o canal compõe a campanha oficial do presidente Lula, por mais que a coordenação seja feita por Janones.

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Isso obriga que a campanha declare o canal à Justiça Eleitoral. A Legislação prevê uma quarentena de 48 horas para novos endereços eletrônicos registrados pelas campanhas.

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Por volta das 15h, Nunes Marques proferiu uma decisão que reconhece que o canal foi registrado pela campanha, mas mantém as demais imposições feitas para o funcionamento do grupo, incluindo uma supervisão regulatória feita pelo próprio WhatsApp.

Nas redes sociais, André Janones voltou a defender que o canal não divulgava fake news e ligou a suspensão à votação do fim da escala 6x1 no Senado Federal. “Fica a pergunta: será uma coincidência o canal ter caído justamente durante a votação do fim da escala 6x1? Cada uma faça a sua própria análise”, diz o deputado.

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Nesta terça-feira, o canal já somava mais de 4 milhões de seguidores. No dia do primeiro turno, ele tinha cerca de 50 mil seguidores.

Canal gerou decisões divergentes

Entre este domingo e terça-feira, o TSE proferiu uma série de decisões divergentes sobre o funcionamento do canal.

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No domingo (11), Nunes Marques chegou a determinar a suspensão do canal por disseminar supostas “afirmações inverídicas”. Ele acatou pedido do candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro.

Horas depois, o corregedor do TSE Ricardo Villas Bôas Cueva contrariou Nunes Marques e liberou o funcionamento do canal.

Na segunda (12), Nunes Marques solicitou uma análise sobre o conteúdo do canal a uma área técnica do TSE e recebeu um retorno dizendo que não tinham sido encontradas publicações com conteúdo falso.

Na terça-feira, Nunes Marques voltou a suspender o canal e fez novas exigências à campanha de Lula e à Meta, empresa dona do WhatsApp. Horas depois, o corregedor do TSE voltou a pedir julgamento “urgente” do caso no plenário da Corte.

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