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Como funciona a faixa verde que promete reduzir trânsito nas cidades?

Sensores, câmeras e radares prometem melhorar a mobilidade urbana com uso da tecnologia

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A faixa verde utiliza tecnologia para melhorar a fluidez do trânsito nas grandes cidades brasileiras.
  • Semáforos inteligentes ajustam os tempos de sinalização com base em dados em tempo real, aumentando a segurança e reduzindo acidentes.
  • A sinalização da faixa verde orienta motoristas a manter uma velocidade constante, permitindo passar por semáforos sem parar.
  • Apesar dos avanços, a implementação enfrenta desafios relacionados a investimentos e a necessidade de equipamentos adequados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A tecnologia orienta a velocidade ideal para pegar sinais abertos Freepik/Divulgação

O trânsito nas grandes cidades brasileiras começa a ganhar novos aliados tecnológicos. Em São Paulo, um deslocamento do cotidiano para ir ao trabalho, por exemplo, pode superar 1h30 de viagem por conta do trânsito. Mesmo com uma boa malha viária, a falta de espaço, planejamento e transporte insuficiente para a alta demanda são um problema.

A velocidade recomendada costuma ficar entre 40 e 50 km/h Freepik/Divulgação

Com certo atraso em relação aos países desenvolvidos, a integração de imagens e dados começa a melhorar a fluidez do trânsito e até reduzir os acidentes, mesmo no Brasil. Sistemas de semáforo inteligente e a chamada “faixa verde” já estão em operação em corredores urbanos e podem reduzir paradas, melhorar o fluxo e também a segurança.


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Em São Paulo, com uma frota de 9,6 milhões de veículos para 12 milhões de habitantes e em média 600 km de trânsito na área do centro expandido, o desafio é ainda maior e se estende a grandes cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, entre outras.

Sensores e câmeras monitoram o trânsito em tempo real Freepik/Divulgação

Como funciona a faixa verde? usar dados em tempo real para organizar melhor a circulação dos veículos sem necessidade de obras estruturais. No Brasil, com desafios de mobilidade e falta de espaço em muitas vias, a fluidez pode ser uma aliada da tecnologia.


Semáforo inteligente ajusta o trânsito em tempo real

Diferente dos sistemas convencionais, o semáforo inteligente não opera com tempos fixos. Ele utiliza sensores no asfalto, câmeras e softwares de gestão para ajustar automaticamente o tempo de abertura e fechamento conforme o volume de veículos.

Semáforos inteligentes ajustam o tempo conforme o fluxo Freepik/Divulgação

A ideia, que já funciona em muitos países, consiste em integrar câmera e sensores que conseguem “ler” o fluxo do trânsito. Na prática, isso permite sincronizar cruzamentos em sequência e priorizar os veículos com fluxo mais intenso ou melhorar a agilidade dos ônibus e corredores de transporte público.


Com ajuda da inteligência artificial, o sistema também prevê horários de maior fluxo e se adapta às vias, o que pode agilizar o tráfego.

A tecnologia já é usada em cidades como Curitiba e Belo Horizonte Freepik/Divulgação

Esse modelo, conhecido como “controle adaptativo”, já é usado em cidades como São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, principalmente em avenidas de maior fluxo.


E ele integra as câmeras e sensores a uma central de monitoramento que acompanha os dados em tempo real, consegue “enxergar” a ocorrência de acidentes e direcionar equipes para locais determinados.

Faixa verde indica velocidade para “pegar todos os sinais abertos”

A chamada “faixa verde” é uma sinalização no asfalto que orienta o motorista a manter uma velocidade constante para atravessar vários semáforos sem parar. Funciona como uma aplicação prática da “onda verde”.

Neste caso, os semáforos são sincronizados e o motorista é orientado a trafegar a uma velocidade ideal definida (geralmente entre 40 e 50 km/h). E assim, mantendo esse ritmo, o condutor evita paradas sucessivas. A solução ainda é pontual no Brasil, mas vem sendo testada em corredores urbanos com alto volume de tráfego.

Cidades como Hangzhou já usam sistemas avançados com IA Freepik/Divulgação

Expansão depende de infraestrutura e manutenção

Apesar dos avanços, a implementação ainda enfrenta desafios. O sistema exige investimento em sensores, câmeras e centrais de controle, além de manutenção constante. Em alguns países, esses dados do trânsito já são integrados a centrais de dados.

Na China, por exemplo, em Hangzhou, os dados de trânsito são processados pela gigante Alibaba, que criou o “City brain” (cérebro da cidade). O sistema não tem pontos cegos sem câmeras pela cidade e consegue prever os movimentos em ondas, incluindo até medo, o fluxo de pedestres.

No futuro, os carros já conectados que circulam em países da Europa, China e em parte dos Estados Unidos, farão uma integração completa dos dados do veículo com o gerenciamento de trânsito. Isso ajudará a prever acidentes e melhorar o tráfego.

Já no Brasil há uma carência grande de equipamentos como câmeras e treinamento. Da mesma forma, os equipamentos de hoje sofrem com obsolescência programada e poucos pontos são de fato monitorados nas ruas.

Com o aumento da frota e a limitação de espaço nas cidades, soluções baseadas em tecnologia tendem a ganhar espaço. O semáforo inteligente e a faixa verde aparecem como alternativas de rápida implementação e menor custo em comparação a grandes obras viárias.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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