Por que os árbitros apitam melhor em Copa do Mundo do que no futebol brasileiro?
Wilton Sampaio, Ramon Abatti Abel e Raphael Claus foram elogiados pela Fifa; enquanto isso, recebem críticas em jogos no Brasil
Espaço Prisma|Sálvio Spinola, especial para o R7
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Os árbitros brasileiros têm tido boas atuações na Copa do Mundo de 2026. Até agora, já foram cinco atuações. Duas do Wilton Sampaio, entre elas a grande abertura, com México e África do Sul, que rendeu três cartões vermelhos. Houve algumas críticas, mas a Comissão de Arbitragem da Fifa elogiou o desempenho técnico e as decisões disciplinares.
Ramon Abatti Abel também apitou dois jogos com duas boas atuações. E o Raphael Claus, que apitou somente um jogo. A partida foi tranquila, não exigiu muito dele.
Mas, no geral, a Fifa tem aprovado a atuação dos árbitros nesses cinco jogos, e eu também considero boas atuações até agora.
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Daqui para a frente, depende muito do desempenho do Brasil na Copa. Com a seleção brasileira classificada para a próxima fase, restringe muito a escala dos árbitros brasileiros.
Por que eles apitam melhor na Copa?
É comum eu escutar uma piada dos torcedores no dia a dia: Sálvio, não dá para pedir para a CBF trazer o Wilton Sampaio, o Ramon Abatti e o Raphael Claus para apitar o Brasileirão? Por que eles não vêm?
Lógico, isso é uma piada do torcedor fazendo crítica ao desempenho dos mesmos árbitros nos jogos no futebol brasileiro e nos jogos na Copa. O torcedor também reconhece a boa atuação dos árbitros brasileiros na Copa, mas criticam o desempenho deles aqui.
Eu também, quando apitava, escutava muito isso da imprensa e de torcedores.
Existe um fator importante na condução da arbitragem, do árbitro no campo, que é a questão disciplinar. Em jogos de Copa do Mundo, o árbitro é muito exigido na parte técnica e física.
Na questão disciplinar, a pressão lá é mínima, por conta do comportamento dos jogadores. A gente não vê assim tantas reclamações, pressionando o árbitro por uma tomada de decisão.
Por isso que os árbitros brasileiros, em lances técnicos, se saem bem. Mas em um ambiente hostil, de muita pressão e reclamação, não se saem bem.
Veja o exemplo do Wilton Sampaio: é um árbitro que, no futebol brasileiro, tem muita dificuldade para conduzir um jogo quando o clima esquenta. Ele não costuma ter alternativas para a questão disciplinar.
Mas, na Copa do Mundo, ele não se depara com esse tipo de exigência. É só apitar o jogo, então fica mais fácil. E é por isso que os árbitros brasileiros apitam melhor em Copa do Mundo do que no futebol brasileiro.
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