Produtores de SP reconstroem lavouras após temporal
Crédito emergencial e assistência técnica ajudam agricultores afetados pelas chuvas de abril a recuperar áreas e voltar a plantar

Um temporal destruiu em abril lavouras de produtores de Ibiúna e Piedade, no interior de São Paulo, comprometendo a renda de diversas famílias. Quase quatro meses depois com apoio de crédito emergencial e assistência técnica, agricultores recuperam o solo, replantaram suas culturas e retomam, pouco a pouco, a produção.
“O crédito emergencial cumpriu seu papel, de ajudar a recuperar a atividade, garantir renda e colocar a produção de pé novamente”, afirmou Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento,
Maria de Lourdes Camargo Rolim, do Sítio Camargo, em Ibiúna, é produtora de hortaliças, legumes e mel. O prejuízo obrigou a reorganizar as contas da propriedade e buscar alternativas para manter a atividade enquanto uma nova colheita não chegava.
Com o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e da assistência técnica da CATI, ela conseguiu recuperar as áreas atingidas, replantar e começar novamente a colher.
“Perdemos praticamente tudo que estava plantado. A equipe da CATI veio à propriedade no dia seguinte e ajudou. Eu comecei a pegar os produtos antecipados para pagar depois e, assim que deu certo o crédito emergencial, fui quitando tudo o que estava devendo. Consegui refazer tudo e já tem coisa que comecei a colher”, disse Rolim.
Até agora, 30 produtores afetados pelas chuvas já acessaram a linha, que soma R$ 1,4 milhão em recursos liberados. O financiamento pode chegar a R$ 50 mil por produtor e é destinado à recuperação das propriedades e à retomada das atividades.
Maria também foi atendida pelo FEAP Mulher, linha destinada a agricultoras paulistas, que possibilitou a construção de uma estrutura de alvenaria e a compra de equipamentos para a propriedade.
A recuperação ainda está em andamento, mas a nova produção já começa a chegar à colheita.
Nivaldo Luz também precisou começar praticamente do zero depois das chuvas de abril. Em sua propriedade, o cultivo de alface, acelga, couve, repolho e coentro foi prejudicado. Com o crédito, ele conseguiu investir na recuperação do solo e voltar a plantar.
“Peguei o crédito emergencial para comprar os produtos para recuperar o solo e conseguir plantar de novo. Depois do prejuízo, a gente teve que recomeçar e continuar trabalhando. Agricultor não desiste, vai cuidando da roça, plantando de novo e esperando a produção melhorar”, disse Luz.
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