Logo R7.com
RecordPlus
R7 Planalto

A estratégia de partidos sem verba e tempo de televisão nas eleições deste ano

Mídias sociais e mobilização de base de voluntários são as estratégias de siglas sem tantos recursos do Fundo Eleitoral

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Partidos menores enfrentam desafios devido à cláusula de barreira, que limita tempo de TV e acesso a verbas do Fundo Eleitoral.
  • UP, Missão e DC recebem significativamente menos recursos em comparação a grandes partidos como PT e PL.
  • Estratégias incluem mobilização de voluntários e uso de mídias sociais, com foco no contato direto com eleitores.
  • Augusto Cury, do Avante, aposta em sua trajetória profissional como diferencial na campanha eleitoral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Candidados apostam em vaquinhas online, mobilização em campo e mídias sociais Reprodução/Instagram @SamaraMartinsUP - 11.06.2026; Reprodução/Instagram @RenanSantosMBL - 18.06.2026; Carlos Humberto/SCO/STF - Arquivo

A cláusula de barreira, dispositivo que limita o tempo de televisão e rádio e o acesso a verbas do Fundo Eleitoral para partidos com baixa representação na Câmara e no Senado, é um desafio para siglas menores ou com pouco tempo de funcionamento desde a criação.

É o caso do UP (Unidade Popular), Missão e DC (Democracia Cristã) que terão acesso a R$ 3.307.679,85 cada, enquanto grandes partidos como PT (R$ 615.367.980,20), PL (R$881.657.477,34) e União Brasil (R$ 526.242.858,11) chegam a receber 159 vezes mais de recursos do fundo.


Os três partidos listados que terão acesso a R$ 3 milhões contam com pré-candidatos à presidência da República — Samara Martins (UP), Renan Santos (Missão) e Joaquim Barbosa (DC). No caso do UP, presidido por Leonardo Péricles, a estratégia é mobilizar voluntários da base e garantir um contato corpo a corpo. O partido não descarta o uso das mídias sociais, mas considera mais relevante o trabalho em campo e ouvindo as pessoas nas ruas.

O Missão, por sua vez, tem grande pulverização nas redes sociais, com engajamento do público mais jovem na candidatura de Renan Santos e deve continuar a mobilização digital e em podcasts.


Outro pré-candidato ao Palácio do Planalto que também terá acesso a pouca verba é Augusto Cury (Avante), em que o partido receberá R$ 72.516.777,19 do Fundo Eleitoral. No caso dele, a estratégia é apostar na trajetória profissional como psiquiatra e escritor que vendeu mais de 42 milhões de livros em 90 países, segundo a equipe de campanha.

“A estratégia eleitoral do pré-candidato Augusto Cury é apresentá-lo ao eleitorado brasileiro como a única via fora da polarização, com propostas centradas no que importa para os brasileiros e foco nas pessoas: numa maioria silenciosa de brasileiros cansados das brigas políticas e da consequente paralisação do país”, disse o Avante ao R7 Planalto.


Leia Mais

Vaquinhas na internet

Os partidos também contam com as vaquinhas online para ajudar na arrecadação de recursos da campanha. Quem conseguiu a maior mobilização até o momento foi Renan Santos, pré-candidato ao Palácio do Planalto, e Jones Manoel (PSol) que pretende disputar como deputado federal por Pernambuco.

A presidente do PSol, Paula Coradi, inclusive, pretende implementar os três “Ss” defendidos por um deputado distrital do DF, Max Maciel (Psol), na campanha de todos os correligionários que disputarão o pleito: “Gastar saliva, sola de sapato e santinho”. O tripê, na avaliação do partido, não pode faltar em uma eleição.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.