‘Estamos praticando o IOF menor que o governo anterior’, afirma Haddad após revogar aumento da taxa
Ministro da Fazenda justificou, em pronunciamento nesta sexta-feira (23), o recuo do governo sobre o aumento do imposto; veja a íntegra
Alerta Brasil|Do R7
Durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (23) em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre as últimas medidas econômicas anunciadas pelo governo e justificou que a revisão do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ocorreu para evitar especulações do mercado. “A todo momento estamos corrigindo e observando como o mercado se comporta para calibrar o que nós queremos”, declarou.
A Fazenda recuou parte da proposta para o imposto, mantendo a alíquota zero de IOF sobre aplicações de investimentos em fundos nacionais no exterior. O aumento atinge principalmente as empresas e quem faz aportes de mais de R$ 50 mil por mês em previdência privada, além da elevação do imposto na compra de moeda estrangeira para 3,5%.
Haddad não considera que a revisão do imposto seja uma medida para a grande massa, pois “as taxas foram equalizadas para que não houvesse brechas para fugir da legislação”. O ministro defendeu que a alíquota sempre foi superior a 3% e que o crédito de pessoa física, como consignado, cheque especial e cartão de crédito não foram afetados pela medida.
“Estamos praticando o IOF menor do que o governo anterior. Então, quando alguém da oposição fala disso, tem que perguntar quanto é que eles cobravam”, afirmou.
No pronunciamento, o ministro também comentou os diálogos constantes com o Banco Central, mas salientou que as minúcias de decreto não são analisadas pela instituição e vice-versa. “Ninguém está protegendo ninguém, ao contrário, é um decreto de responsabilidade da Fazenda nacional. Não vamos confundir as atribuições de cada um”, disse.
Para cumprir a meta fiscal, o governo federal anunciou na última quinta-feira (22) o congelamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento de 2025, incluindo bloqueio de R$ 10,6 bilhões e contingenciamento de R$ 20,7 bilhões. Entre os principais fatores estão os gastos com benefícios da Previdência Social, a não compensação da desoneração da folha de pagamento, a greve dos auditores da Receita Federal — em vigor desde novembro de 2024 — e o aumento da taxa Selic, elevada para 14,75% ao ano pelo Banco Central no início do ano.
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