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Análise: EUA já estão na guerra para defender Israel, resta saber se também vão atacar o Irã

Professor de Relações Internacionais Vitelio Brustolin explica o papel norte-americano em novo conflito no Oriente Médio

Hora News|Do R7

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Em entrevista ao Hora News desta quarta-feira (18), o professor de Relações Internacionais Vitelio Brustolin afirmou que, no atual cenário do conflito entre Israel e Irã, não há expectativa de negociação.

Brustolin lembra que os Estados Unidos saíram do acordo nuclear com o Irã ainda no primeiro governo Trump, e que, desde então, Biden e o próprio republicano tentaram retomar as conversas. Inclusive, Donald Trump tentou marcar uma quinta rodada de diálogo recentemente, mas a proposta foi recusada pelo Irã, que afirmou que a negociação não era “de boa-fé”.

“A questão agora é o próximo passo: se, além de estarem na guerra para defender Israel, os Estados Unidos estarão na guerra também para atacar o Irã”, conclui.

Ele explica ainda que, caso as negociações continuem difíceis, Trump pode colaborar com uma nova ofensiva de Israel. O país possui bombas do tipo GBU-28 e GBU-72, capazes de penetrar até 30 metros no solo antes de explodir, e que são transportadas por caças F-15. No entanto, Israel não dispõe de bombardeiros capazes de carregar armamentos mais pesados.

Já os Estados Unidos possuem a GBU-57, uma bomba de 13,6 toneladas, projetada para atingir estruturas como o complexo nuclear de Fordow, que está a cerca de 90 metros de profundidade. Esse tipo de armamento só pode ser transportado por bombardeiros estratégicos, como o B-2 Spirit — equipamento que apenas os Estados Unidos detêm. “Para atacar aquele complexo específico, seria necessário sim a intervenção dos Estados Unidos”, conclui.

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