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Uso precoce e prolongado das telas prejudica o desenvolvimento de crianças, diz psiquiatra

Especialista recomenda o tempo ideal para cada idade e aconselha um diálogo aberto entre pais e filhos sobre o assunto a partir da adolescência

Hora News|Do R7

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Apesar de ser recorrente dentro da sociedade, a adultização de crianças ganhou um enfoque maior devido à manifestação pública e viral do influenciador Felca em suas redes sociais. Com isso, outras pautas, como o tempo prolongado dos menores nos celulares, também voltaram a ter grande visibilidade e gerar preocupação.

Em entrevista para o Hora News, o fundador CEO da GnTech e psiquiatra Guido Boabaid explicou que o uso excessivo sem supervisão das telas pode acabar gerando nas crianças e adolescentes um impacto negativo ao desenvolvimento emocional, cognitivo e social. Além disso, segundo o especialista, a utilização sem moderação pode afetar também a linguagem e até mesmo a memória.

“Exposição precoce a conteúdos inadequados da internet pode aumentar a ansiedade, impulsividade e gerar até depressão”, afirma Guido.

O psiquiatra ressaltou que crianças até os 2 anos devem evitar o contato com as telas; dos 2 aos 5 anos, a atividade não deve passar de uma hora por dia; já a partir dos 6 anos, o uso educacional pode ser positivo, mas sempre visando a moderação; na adolescência o especialista reafirma que o perigo é em dobro, e que entre os responsáveis e o menor deve haver um diálogo sempre muito franco e aberto para que ambos os lados estejam cientes de riscos online e à saúde do jovem.

“Não adianta querer limitar o uso da internet para as crianças ou adolescentes quando os pais, propriamente ditos, não têm esses limites também”, diz o especialista.

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