Programa nuclear do Irã possui amplas evidências de propósito militar, diz especialista
Chanceler do país afirma que o governo não pode desistir do enriquecimento de urânio e alega que os fins são civis
Conexão Record News|Do R7
“Ninguém enriquece o urânio a mais de 20% para finalidades que não sejam militares”, avalia Vitelio Brustolin, analista de relações internacionais, sobre o descumprimento do pacto nuclear pelo Irã. Segundo o especialista, o país havia concordado em não enriquecer urânio acima de 5%, nível considerado adequado para uso civil.
Em conversa com o programa Conexão Record News desta terça-feira (22), Brustolin comenta que foram encontrados resquícios de urânio a 83,7% de pureza em uma das instalações nucleares bombardeadas pelos Estados Unidos, identificados pela Agência Internacional de Energia Atômica da ONU, “uma agência independente”, pontua o especialista.
O governo iraniano declarou que não pode desistir de seu projeto nuclear. Segundo o ministro das Relações Exteriores, a operação foi interrompida porque os danos causados pelos ataques dos Estados Unidos foram severos, mas a retomada deve ocorrer por uma questão de orgulho nacional. Israel e Washington alegam que Teerã estava perto de enriquecer urânio a níveis que permitiriam a produção de bombas nucleares. Já o país persa sustenta que o programa tem apenas fins civis.
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