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Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como ‘derrota histórica’ de Lula

Veículos de comunicação também apontaram caráter inédito decisão do Senado e avaliaram relação entre governo e Congresso Nacional

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A rejeição de Jorge Messias ao STF é considerada uma "derrota histórica" para Lula, destacando uma fragilidade na relação do governo com o Congresso.
  • Messias foi aprovado na CCJ, mas reprovado no plenário do Senado com 42 votos contrários.
  • A última rejeição de um indicado ao STF ocorreu há 132 anos, aumentando a relevância política da situação atual.
  • A pressão política envolveu um esforço de lobby do governo e a necessidade de Lula apresentar um novo nome ao tribunal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente Lula indicou advogado-geral da União, Jorge Messias, a vaga no STF em novembro de 2025 Marcelo Camargo/Agência Brasil – Arquivo

A rejeição do Senado ao advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), nessa quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A indicação chegou a ser aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas acabou barrada durante votação secreta no Plenário do Senado, com 42 parlamentares contrários e 34 favoráveis.


Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez em que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, durante o governo do marechal Floriano Peixoto.

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O jornal espanhol El País classifica o resultado como uma “derrota histórica” e destaca que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo também menciona o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


“A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”, diz a reportagem, que ainda menciona o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais par a disputa presidencial.

Um texto da agência Associated Press, reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de comunicação, classifica a rejeição de Messias como um “sinal de fragilidade na popularidade do presidente” e um “golpe político” dos parlamentares.


“O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como indicado. A imprensa brasileira tem noticiado há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco [PSB-MG]”, afirma o texto da agência sobre o desgaste do Planalto com Alcolumbre.

Na Argentina, o Clarín descreve o desfecho como uma “derrota severa para Lula e uma vitória da oposição”, representada por Flávio. Também menciona que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.


Outras análises relacionam o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg afirma que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.

Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisa que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.

“O ex-presidente e apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação on-line levaram à perseguição política de figuras conservadoras”, diz a reportagem.

Já a Reuters destaca um “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”

Articulação com cargos e emendas

Ao temer uma votação apertada no Senado, o governo ainda acelerou a liberação de emendas parlamentares, além de negociações de cargos nas duas últimas semanas.

Dos R$ 12,7 bilhões autorizados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais de 50% foram liberados após a metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; senadores com R$ 2,5 bilhões; bancadas estaduais receberam R$ 659 milhões; e comissões contaram com R$ 156,9 milhões.

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