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Lula pediu a Trump que entregasse os criminosos brasileiros que vivem em Miami

Fala ocorreu durante lançamento do novo plano de segurança do governo federal, “Brasil Contra o Crime Organizado”

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula pediu a Trump a entrega de criminosos brasileiros em Miami durante encontro na Casa Branca.
  • O presidente brasileiro destacou a necessidade de colaboração contra o crime organizado, incluindo propostas de asfixia financeira e combate à lavagem de dinheiro.
  • Ele anunciou a criação de um Ministério da Segurança Pública após análise da PEC de Segurança no Senado.
  • Um novo plano de segurança, "Brasil contra o Crime Organizado", prevê investimentos de R$ 1,06 bilhão e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados e municípios.

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Lula afirma também que entregou a Trump um documento sobre combate ao crime organizado Ricardo Stuckert/PR - 07.05.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (12) que, em seu último encontro com o presidente americano Donald Trump na Casa Branca, disse que, se ele realmente quisesse combater o crime organizado, deveria começar por entregar alguns dos brasileiros que vivem em Miami.

“Eu disse ao presidente Trump: ‘Se ele realmente quer combater o crime organizado, precisa começar entregando-nos alguns dos nossos que vivem em Miami’”, lembrou Lula durante a apresentação de um novo plano do governo para combater a criminalidade.


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“Falamos de que temos propostas de asfixia financeira, de combate à lavagem de dinheiro, e de que parte das armas que apreendemos vem dos Estados Unidos”, enfatizou o presidente.

Lula destacou que os criminosos não estão apenas nas favelas, mas também nos bairros de alto poder aquisitivo, no setor empresarial, no judiciário e até mesmo no Congresso ou no futebol.


“São coisas importantes de se dizer porque, do contrário, eles ficam com a ideia de que todas as desgraças estão deste lado e que eles não têm nada a ver com isso”, acrescentou o líder brasileiro.

Lula deixou a porta aberta para que Washington colabore na luta contra o crime organizado no Brasil, mas sempre “em consonância com as decisões do governo e da polícia brasileiras”.


Além disso, ele afirmou que o governo criará um Ministério da Segurança Pública assim que o Senado analisar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Segurança Pública, aprovada em março deste ano na Câmara dos Deputados, em meio à resistência de uma oposição que desconfia de um controle excessivo do governo federal em questões de segurança pública.

A emenda constitucional proposta prevê, entre outras coisas, uma maior integração entre as ações do governo federal e as dos estados, e a aprovação do Susp (Sistema Unificado de Segurança Pública), com o qual se pretende integrar as diferentes forças do país para atuarem de forma conjunta e unificada.


Novo plano de segurança

O novo plano de segurança do governo Lula, sob o título “Brasil contra o Crime Organizado”, conta com um investimento previsto de cerca de R$ 1,06 bilhão para este ano, além de uma linha de crédito alternativa de R$ 10 bilhões para que estados e municípios possam se dotar de melhores recursos contra a criminalidade.

O vice-presidente Geraldo Alckmin aproveitou sua intervenção durante o evento para criticar o governo anterior do ex-presidente Jair Bolsonaro por ter flexibilizado o porte de armas de fogo entre a população civil.

“São os policiais, que são profissionais, que deveriam portá-las. As armas são um perigo. A única política de segurança do governo anterior foi liberalizar as armas, e isso acaba nas mãos do crime organizado”, afirmou.

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