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Motta avalia punir deputados que o impediram de presidir sessão na Câmara

Presidente da Câmara diz que parlamentares que ‘se excederam’ podem sofrer sanções

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Hugo Motta, presidente da Câmara, considera punir deputados que protestaram contra sua presidência.
  • Protesto adiou votações e dificultou o funcionamento da Casa por dois dias.
  • Motta avaliou sanções àqueles que impediram seu trabalho durante a sessão.
  • Decisão sobre punições ainda não foi oficializada; deputados precisam respeitar o Regimento Interno.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Hugo Motta foi barrado por deputados durante protesto no plenário
Hugo Motta foi barrado por deputados durante protesto no plenário Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 6.8.2025

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (7) que avalia, junto à Mesa Diretora da Casa, a possibilidade de punir deputados da oposição que participaram do protesto no plenário contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro — em especial, aqueles que o impediram de sentar na cadeira da presidência e de retomar os trabalhos da Casa.

A manifestação começou na tarde de terça-feira (5) e só terminou na noite de quarta (6), após longas negociações. A paralisação causou o adiamento de votações e tumultuou o funcionamento da Casa.

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“Existem pedidos de lideranças para punir este ou aquele deputado. Estamos avaliando. É uma decisão conjunta da Mesa. Mas está, sim, em avaliação a possibilidade de punição a alguns parlamentares que ontem [quarta-feira] se excederam, digamos assim, do ponto de vista a dificultar o reinício dos trabalhos”, disse Motta durante entrevista a um portal de notícias.

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Ainda não há definição sobre quais medidas podem ser adotadas contra os parlamentares envolvidos. Nessa quarta, Motta chegou a dizer a líderes partidários que publicaria um ato para afastar por seis meses quem descumprisse a ordem para desocupar o plenário, mas a medida ainda não foi oficializada.

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Na noite de quarta, Motta convocou uma sessão no plenário, mesmo em meio ao protesto. Contudo, ele demorou quase duas horas para conseguir sentar na cadeira da presidência. Diferentes parlamentares o impediram de comandar a sessão, mas no final acabaram cedendo após intensas negociações entre líderes.

Segundo o presidente da Câmara, a conduta dos deputados precisa respeitar os limites do Regimento Interno e do decoro parlamentar. “Atitudes que não colaboram para o bom funcionamento da Casa precisam ser coibidas”, declarou.

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A manifestação teve início após a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro na segunda-feira (4).

O protesto foi liderado por aliados do ex-presidente. Durante a manifestação, alguns parlamentares colocaram esparadrapos na boca, por entenderem que Bolsonaro é alvo de censura.

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