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Turistas chineses fazem Coreia do Norte endurecer emissões de vistos; entenda

País asiático reforça controle após chineses usarem vistos de negócios para turismo, prática proibida pelo regime de Pyongyang

Internacional|Do R7

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Turistas chineses burlam regras na Coreia do Norte usando vistos de negócios para turismo.
  • Regime de Kim Jong-un reforça controle e endurece emissões de vistos após a prática proibida.
  • Acesso ao país permanece restrito, afetando até cidadãos que buscam negócios legítimos.
  • Turismo convencional segue proibido, mas reabertura gradual com foco em visitantes russos e domésticos acontece.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Kim Jong-un durante um discurso na Universidade de Política Kim Il Sung, em 24 de fevereiro de 2024 Divulgação/KCNA

Imagine tentar entrar em um dos países mais fechados do mundo, onde o turismo é praticamente um tabu, usando um “jeitinho” para burlar as regras. É o que alguns cidadãos chineses fizeram na Coreia do Norte. Mas a estratégia está custando caro.

Segundo o site norte-americano NK News, especializado em notícias sobre o país, turistas da China conseguiram driblar as rígidas restrições norte-coreanas de entrada ao se passar por empresários, usando vistos de negócios para fazer turismo.

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A prática, no entanto, é algo expressamente proibido pelo regime de Kim Jong-un, que, em resposta, decidiu exercer um aperto ainda maior na já restritiva política nacional de emissão de vistos.

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Desde que a Coreia do Norte fechou suas fronteiras para o turismo internacional, o acesso ao país ficou limitado a casos muito específicos, como delegações diplomáticas, humanitárias ou empresariais.

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No entanto, cidadãos chineses encontraram uma brecha: eles solicitavam vistos de negócios, alegando compromissos profissionais que, na verdade, eram fictícios. Com isso, conseguiam entrar no país.

O truque, porém, não passou despercebido. As autoridades norte-coreanas, conhecidas pelo controle minucioso, perceberam a manobra e decidiram reforçar as regras.

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Agora, quem quiser um visto de negócios precisa apresentar uma quantidade maior de documentos, passar por uma análise mais rigorosa e, muitas vezes, enfrentar atrasos na liberação da autorização.

A medida, segundo a imprensa asiática, está impactando até mesmo aqueles que realmente buscam fazer negócios no país.

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Passo para trás na reabertura

Desde fevereiro deste ano, a Coreia do Norte vinha ensaiando uma reabertura gradual, permitindo a entrada de russos e de alguns grupos empresariais chineses. O objetivo era dar um fôlego à economia, fortemente impactada pelo isolamento imposto pela pandemia e por sanções internacionais.

No entanto, o turismo convencional permanece fora de questão, e os vistos de negócios se tornaram uma das poucas portas de entrada disponíveis, segundo o NK News.

No último mês de junho, a Russian Railways, operadora ferroviária estatal russa, disse que o serviço de trem de passageiros que liga Pyongyang, capital da Coreia do Norte, a Moscou, capital da Rússia, seria retomado.

O trecho, que é dito pela Russian Railways como “a rota ferroviária direta mais longa do mundo”, estava fechado desde 2020, devido à pandemia. Os passageiros levam oito dias para completar os mais de 10.000 quilômetros de viagem.

Também em junho, a Coreia do Norte abriu oficialmente o resort de Wonsan Kalma, na costa leste do país, com expectativa de atrair até 20 mil visitantes por ano. O complexo turístico foi lançado seis anos após a conclusão das obras, mas por enquanto ficará restrito apenas a visitantes domésticos.

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