Em crise, Nissan pede ‘paciência' a concessionários
Rogue, Altima e Sentra são os mais vendidos da marca nos Estados Unidos

A situação da Nissan não tem sido fácil para os gestores da montadora e nem para os concessionários. Após a queda geral das vendas nesse ano no mercado americano (por aqui a marca se mantém estável), um comunicado interno feito pelo presidente da Nissan nas Américas, Jérémie Papin, pediu “paciência e compreensão” para que a marca apresente um plano de recuperação nos próximos meses.
Um outro comunicado, feito há alguns dias, indicava que a Nissan teria cerca de um ano de vida dada a baixa lucratividade da companhia, que deveria buscar novos parceiros para seguir competitiva no setor automotivo.

“Estamos trabalhando diligentemente para implementar ações de recuperação que trarão estabilidade e valor futuro”, disse. Nos Estados Unidos a marca já reduziu a produção e alguns modelos com altos estoques à espera de novas notícias. Além disso, 9.000 pessoas devem ser demitidas em escala global.

Os Nissan Rogue, Altima e Sentra são os mais vendidos da marca nos Estados Unidos e um relatório divulgado pelo site Automotive News mostra que o consumidor da marca quer novidades e produtos atualizados, além eletrificados, alinhados ao que já existe na concorrência.
No Brasil
O portfólio da Nissan é mais enxuto no Brasil, mas modelos como o Kicks nunca vendeu tão bem. Foram 4.310 unidades vendidas em novembro, ótimo número para um carro lançado em 2016. A Nissan prepara a transição para uma geração nova que será mais eficiente, mas deve abrir mão de um motor 1.6 aspirado para um 1.0 turbo que deve ser o mesmo o Kardian (1.0 TCe turbo).

Ao longo do ano a marca tem se esforçado para vender mais a Nissan Frontier, masas o volume efetivamente não cresceu. Houve alguma reação com o Sentra e Versa, masas a marca foi ultrapassada por novas empresas como a BYD, por exemplo.















