Inverno e baixa umidade: veja como o clima afeta seu carro
Além de exigir mais cuidados com a manutenção, o período de estiagem aumenta o acúmulo de poeira no sistema de ventilação e pode tornar o ambiente interno do veículo ainda mais seco

O inverno brasileiro, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, costuma ser marcado por um fenômeno que vai além das baixas temperaturas: a redução da umidade relativa do ar. Em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e Campo Grande, não é raro que os índices fiquem abaixo de 30%, nível considerado de atenção por órgãos de saúde.
Detalhe do acabamento da porta do Omoda E5
Marcos Camargo Jr 20.07.2026
Esse clima seco também interfere na rotina de quem dirige. Embora o carro seja um ambiente fechado, a baixa umidade, a poeira suspensa e o uso frequente do sistema de climatização podem reduzir a qualidade do ar dentro da cabine e aumentar a necessidade de manutenção preventiva.

Mais do que preservar o conforto, alguns cuidados simples ajudam a evitar problemas mecânicos, melhoram a eficiência do ar-condicionado e reduzem o contato dos ocupantes com poeira, pólen e outros agentes que podem agravar alergias e doenças respiratórias.
Filtro de cabine merece atenção especial
Durante o período seco, o filtro de cabine passa a trabalhar muito mais. Com o aumento da concentração desses materiais no ar durante o inverno, o componente pode saturar antes do prazo previsto no manual.

Filtro velho reduz a vazão do ar nas saídas de ventilação, aumenta o mau cheiro dentro do carro, exige maior esforço do ventilador do sistema de climatização e permite entrada de poeira na cabine.

Em condições severas de uso, especialmente em cidades com muita poeira ou estradas de terra, especialistas recomendam antecipar a inspeção do filtro, mesmo antes da quilometragem indicada pela fabricante. Um filtro saturado também dificulta o trabalho do ar-condicionado e do sistema de aquecimento, aumentando o consumo de energia do ventilador.
Poeira também afeta o ar-condicionado
O inverno costuma dar a falsa impressão de que o ar-condicionado pode ficar meses sem ser utilizado. Na prática, isso não é recomendado. Acionar o sistema por alguns minutos ao menos uma vez por semana ajuda a manter a lubrificação do compressor, preserva vedações e reduz o risco de ressecamento dos componentes internos.

Além disso, o evaporador permanece mais seco, dificultando a formação de fungos e bactérias responsáveis pelo mau cheiro característico que muitos motoristas percebem quando ligam a ventilação.
Ar quente pode ressecar ainda mais o ambiente
Nos carros equipados com ar quente, o conforto térmico durante as manhãs frias pode acabar provocando outro inconveniente. O sistema de aquecimento utiliza o calor produzido pelo motor e não adiciona umidade ao ambiente. Na prática, o ar dentro da cabine torna-se ainda mais seco, favorecendo sintomas como irritação nos olhos, nariz e garganta, especialmente em viagens longas.

Pessoas com rinite, sinusite ou outras doenças respiratórias costumam sentir esse efeito com maior intensidade. Uma dica é evitar temperaturas muito elevadas no sistema de climatização e, quando possível, alternar períodos com ventilação natural para renovar o ar da cabine.
Vidros fechados por conta do frio? Cuidado
Durante o inverno, muitos motoristas permanecem longos períodos com os vidros totalmente fechados. Embora isso melhore o conforto térmico, também reduz a renovação do ar interno. Quando o sistema permanece continuamente em modo de recirculação, há aumento da concentração de dióxido de carbono produzido pelos próprios ocupantes, além do acúmulo de umidade da respiração e de partículas presentes na cabine.

O ideal é alternar periodicamente entre a recirculação e a entrada de ar externo, principalmente em viagens mais longas.
Radiador também merece atenção
Apesar das temperaturas mais baixas, o sistema de arrefecimento continua trabalhando normalmente. Muitos motoristas acreditam que apenas o verão exige atenção ao radiador, mas isso não é verdade. O aditivo continua sendo fundamental para evitar corrosão interna, lubrificar a bomba d’água e proteger o sistema contra variações de temperatura. Utilizar apenas água comum acelera a formação de ferrugem e depósitos minerais que reduzem a eficiência do arrefecimento.
Traseira do MG4 Urban
Marcos Camargo Jr 17.07.2026
Outros pontos de atenção no inverno
Com os pneus, a recomendação é verificar a calibragem sempre com os pneus frios e seguir os valores indicados pelo fabricante. Se houver dificuldade para ligar o carro, é recomendável verificar o estado da bateria e do sistema de carga antes que ocorra uma pane completa.
Também é importante manter o reservatório do limpador abastecido com água e produto específico, facilitando a remoção da película de poeira que costuma se formar durante a estiagem.
Cuidados simples fazem diferença
A baixa umidade característica do inverno brasileiro não afeta apenas as pessoas. Ela também aumenta a quantidade de partículas em suspensão, acelera o acúmulo de poeira no sistema de ventilação e exige atenção maior à manutenção preventiva.
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