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Inverno e baixa umidade: veja como o clima afeta seu carro

Além de exigir mais cuidados com a manutenção, o período de estiagem aumenta o acúmulo de poeira no sistema de ventilação e pode tornar o ambiente interno do veículo ainda mais seco

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Motorista com frio dentro do carro Freepik/Divulgação

O inverno brasileiro, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, costuma ser marcado por um fenômeno que vai além das baixas temperaturas: a redução da umidade relativa do ar. Em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e Campo Grande, não é raro que os índices fiquem abaixo de 30%, nível considerado de atenção por órgãos de saúde.

Esse clima seco também interfere na rotina de quem dirige. Embora o carro seja um ambiente fechado, a baixa umidade, a poeira suspensa e o uso frequente do sistema de climatização podem reduzir a qualidade do ar dentro da cabine e aumentar a necessidade de manutenção preventiva.


Passageiros se aquecendo no carro Freepik/Divulgação

Mais do que preservar o conforto, alguns cuidados simples ajudam a evitar problemas mecânicos, melhoram a eficiência do ar-condicionado e reduzem o contato dos ocupantes com poeira, pólen e outros agentes que podem agravar alergias e doenças respiratórias.


Filtro de cabine merece atenção especial


Durante o período seco, o filtro de cabine passa a trabalhar muito mais. Com o aumento da concentração desses materiais no ar durante o inverno, o componente pode saturar antes do prazo previsto no manual.

Sistema de ar quente e ar condicionado do carro Freepik/Divulgação

Filtro velho reduz a vazão do ar nas saídas de ventilação, aumenta o mau cheiro dentro do carro, exige maior esforço do ventilador do sistema de climatização e permite entrada de poeira na cabine.


Motorista regulando ar quente digital no veículo Freepik/Divulgação

Em condições severas de uso, especialmente em cidades com muita poeira ou estradas de terra, especialistas recomendam antecipar a inspeção do filtro, mesmo antes da quilometragem indicada pela fabricante. Um filtro saturado também dificulta o trabalho do ar-condicionado e do sistema de aquecimento, aumentando o consumo de energia do ventilador.

Poeira também afeta o ar-condicionado

O inverno costuma dar a falsa impressão de que o ar-condicionado pode ficar meses sem ser utilizado. Na prática, isso não é recomendado. Acionar o sistema por alguns minutos ao menos uma vez por semana ajuda a manter a lubrificação do compressor, preserva vedações e reduz o risco de ressecamento dos componentes internos.

Motorista regulando ar quente no carro Freepik/Divulgação

Além disso, o evaporador permanece mais seco, dificultando a formação de fungos e bactérias responsáveis pelo mau cheiro característico que muitos motoristas percebem quando ligam a ventilação.

Ar quente pode ressecar ainda mais o ambiente

Nos carros equipados com ar quente, o conforto térmico durante as manhãs frias pode acabar provocando outro inconveniente. O sistema de aquecimento utiliza o calor produzido pelo motor e não adiciona umidade ao ambiente. Na prática, o ar dentro da cabine torna-se ainda mais seco, favorecendo sintomas como irritação nos olhos, nariz e garganta, especialmente em viagens longas.

Motorista regulando ar quente analógico no carro Freepik/Divulgação

Pessoas com rinite, sinusite ou outras doenças respiratórias costumam sentir esse efeito com maior intensidade. Uma dica é evitar temperaturas muito elevadas no sistema de climatização e, quando possível, alternar períodos com ventilação natural para renovar o ar da cabine.

Vidros fechados por conta do frio? Cuidado

Durante o inverno, muitos motoristas permanecem longos períodos com os vidros totalmente fechados. Embora isso melhore o conforto térmico, também reduz a renovação do ar interno. Quando o sistema permanece continuamente em modo de recirculação, há aumento da concentração de dióxido de carbono produzido pelos próprios ocupantes, além do acúmulo de umidade da respiração e de partículas presentes na cabine.

Motorista esquentando as mãos no carro Freepik/Divulgação

O ideal é alternar periodicamente entre a recirculação e a entrada de ar externo, principalmente em viagens mais longas.

Radiador também merece atenção

Apesar das temperaturas mais baixas, o sistema de arrefecimento continua trabalhando normalmente. Muitos motoristas acreditam que apenas o verão exige atenção ao radiador, mas isso não é verdade. O aditivo continua sendo fundamental para evitar corrosão interna, lubrificar a bomba d’água e proteger o sistema contra variações de temperatura. Utilizar apenas água comum acelera a formação de ferrugem e depósitos minerais que reduzem a eficiência do arrefecimento.

Outros pontos de atenção no inverno

Com os pneus, a recomendação é verificar a calibragem sempre com os pneus frios e seguir os valores indicados pelo fabricante. Se houver dificuldade para ligar o carro, é recomendável verificar o estado da bateria e do sistema de carga antes que ocorra uma pane completa.

Também é importante manter o reservatório do limpador abastecido com água e produto específico, facilitando a remoção da película de poeira que costuma se formar durante a estiagem.

Cuidados simples fazem diferença

A baixa umidade característica do inverno brasileiro não afeta apenas as pessoas. Ela também aumenta a quantidade de partículas em suspensão, acelera o acúmulo de poeira no sistema de ventilação e exige atenção maior à manutenção preventiva.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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