Ford Territory 2024 quer nova chance contra Compass, Commander e Corolla Cross
Crossover médio ganha motor mais potente em nova geração e preço é menor que a maioria dos grandes concorrentes do mesmo porte
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

A Ford estreia no Brasil a nova geração do Territory, SUV médio que ganha uma série de novidades em busca de um lugar ao sol com maior destaque diante de modelos médios vendidos no mercado brasileiro. A nova base global segue produzida na China mas agora traz dimensões ampliadas, boa lista de itens de série e principalmente preço competitivo em versão única de R$ 209,9 mil.

Mas o que se pode esperar do Territoy 2024? Em primeiro lugar ele é um crossover médio que nada tem do antigo Territoy que estreou em 2021 e nunca ocupou um lugar de destaque no Brasil. A nova geração continua sendo produzida na China e agora traz conteúdo alinhado ao que se espera de um produto desse porte. A intenção da própria Ford é brigar com o Jeep Compass, líder entre os modelos da categoria, Commander e outros modelos como o Toyota Corolla Cross, Chevrolet Equinox, Caoa Chery Tiggo 7 e Volkswagen Taos.

Por fora, linhas mais angulosas e ampliadas com a identidade visual usada por produtos como o Escape, Explorer e outros carros atuais da Ford pelo mundo. Farois afilados, dianteira ampla com grade ao estilo do Fusion chinês. Nas laterais, frisos mais largos, linha de cintura elevada e traseira com lanternas mais amplas valorizam o conjunto. Agora o Territory é maior com 4,63m de comprimento, 2,72m de entre-eixos, 1,93m de largura e 1,70m de altura com 488 litros de porta-malas e até 1.422 litros com o banco traseiro rebatido.

Por dentro, o painel ganha dupla tela de 12,3 polegadas que concentram o cluster e a multimídia com interface mais moderna mas que dispensa o Ford Sync 3 ou 4. Configurável, ela traz os modos de condução, computador de bordo e itens como carregador de celular sem fio, ar digital com saída para os bancos traseiros e duas zonas, além de carregadores USB e USB-C. Itens como chave presencial, partida por botão e porta malas com abertura e fechamento elétricos são itens de série.

Agora o motor é um 1.5 turbo a gasolina atualizado em relação ao antigo Territory. O motor 4 cilindros teve sistema de injeção aprimorado e desenvolve agora 169cv e 25kgfm de torque trabalhando com transmissão de dupla embreagem DCT de sete velocidades banhada a óleo fabricada pela Magna tem controle simplificado por botão giratório. Trata-se de uma evolução diante do CVT usado na antiga geração mas que dispensa ainda os modos manuais com shift paddles.

Diante do antigo Territory, fica visível que o acabamento da nova versão bem como a montagem são bem melhores. A bordo do carro, a sensação de amplitude fica mais evidente. Há um largo console central, bancos confortáveis e a visão é boa e não muito alta com bons ajustes dos bancos elétricos, luzes de cortesia em LED, teto solar panorâmico e elétrico entre outos itens.

Apesar disso há mínimas rebarbas no acabamento que é na cor azul pavão combinada com apliques de madeira um pouco antiquados para o gosto brasileiro. Os itens da tela de 12 polegadas também parecem pequenos em alguns comandos e exigem certa atenção.

A lista de itens de segurança é bem generosa no Territory. Ele traz farois em LED com acendimento automático e ajuste alto automático, conjunto de seis airbags, alarme, controle de cruzeiro adaptativo com Stop&Go, alerta e frenagem de emergência e de saída de faixa, assistente de descida e de rampa, câmera 360 graus de alta resolução, retrovisor eletrocrômico, sensor de monitoramento de pneus, alerta de fluxo cruzado e monitoramento de ponto cego. Vale lembrar que estes itens só estão disponíveis em versões mais completas dos concorrentes Compass e Commander e alguns modelos concorrentes não trazem a mesma lista nem como opcional.
Teste rápido do novo Territory

É inegável que o novo Ford Territory evoluiu diante da antiga versão baseada em um modelo de baixo custo da chinesa Jianling. O motor revisto é ágil com trocas bem feitas do câmbio DCT que em antigas versões rendeu dor de cabeça aos proprietários. Há muito espaço a bordo e a largura é notável emhora ele não seja muito alto como se espera de um crossover. Ele é maior, mais confortável e mais acertado embora com curso reduzido de suspensão e um certo conforto exagerado na rolagem de carroceria.

O foco do carro está no conforto e na lista completa de itens de série. Chamou muito a atenção os itens como câmera 360 graus, a boa e farta oferta de itens como alerta de ponto cego e fluxo cruzado funcionando a contento mas alguns comandos de controle de cruzeiro poderiam ser mais intuitivos e ficam escondidos entre os comandos "carroceria" e não "segurança" como seria esperado. Mas é questão de se acostumar.
O ponto principal do carro sem dúvida é o preço competitivo de R$ 209,9 mil sem opcionais. Ele é um pouco mais barato que o Jeep Compass S de R$ 237 mil e mais em conta que os R$ 245 mil do Commnder Overland. Diante do Equinox, Taos e Corolla Cross ele custa o mesmo trazendo mais itens de série. Vale dizer que há um certo deja vu do Tiggo 7 a bordo do novo Territory.
São 6 cores disponíveis incluindo azul metálico e vermelho Vermont além de tons de branco, preto e prata. São 3 anos de garantia com as duas primeiras revisões ao mesmo preço do antigo Territory. De certa forma a bordo do novo crossover importdo da Ford há muitos elementos compartilhados com os carros da Chery como a capacidade do motor, o câmbio e alguns itens que parecem iguais. Seja como for o Tiggo 7 está longe de oferecer a mesma gama de itens de série e o Territory promete agora sim ser bem competitivo diante de modelos médios do mercado.















