Onix, Tracker e Montana com correia banhada a óleo: que cuidados você precisa tomar
Solução exige cuidados no dia a dia: testamos na prática a troca em um Onix 2023
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Motores com correia dentada banhada a óleo voltaram ao centro das discussões no mercado brasileiro após os relatos envolvendo modelos da Chevrolet equipados com os motores 1.0 e 1.2 turbo da família CSS Prime.
Presente em veículos como Chevrolet Onix, Chevrolet Tracker e Chevrolet Montana, a tecnologia promete reduzir ruído, atrito interno e melhorar a eficiência energética. Porém, também exige atenção maior à manutenção.
Como funciona a correia banhada a óleo?
A chamada “correia banhada a óleo” funciona de maneira diferente da tradicional correia dentada seca ou da corrente metálica.
Nesse sistema, a correia trabalha dentro do motor em contato direto com o lubrificante. A proposta das fabricantes é reduzir atrito mecânico, diminuir vibrações e melhorar consumo e emissões.

Mas o funcionamento em contato permanente com óleo exige cuidados específicos. O principal deles é respeitar rigorosamente a especificação correta do lubrificante indicada pela fabricante. Isso porque a composição química do óleo interfere diretamente na durabilidade da correia.
No caso dos motores turbo ou aspirados três cilindros da Chevrolet, o uso de óleo fora da especificação Dexos pode acelerar o desgaste do material da correia, provocando desprendimento de partículas que podem contaminar o sistema de lubrificação do motor. Em casos extremos, isso pode levar à perda de sincronismo e danos internos severos.
Qual é o lubrificante recomendado para a linha Chevrolet?
O óleo recomendado para a linha três cilindros dos Chevrolet Onix, Tracker, Sonic e Montana é o ACDelco 5W-30 Dexos1 Gen 3 ou 0W-20 Dexos1 Gen 3 (API SP), sendo essencial o uso de um lubrificante 100% sintético que atenda à norma Dexos1 Gen 2 ou Gen 3 para proteger as correias banhadas a óleo.

É possível encontrar no mercado lubrificantes de outras marcas que possuam a especificação Dexos 1 Gen 3 ou equivalente API/SP, ILSAC GF6, como: Mobil Super 0W-20 API/SP; Quartz 9000 Xtra Future FGC 0W-20.
Recentemente, a GM atualizou o componente utilizado nesses motores. A nova correia recebeu material mais resistente ao contato contínuo com óleo e alterações voltadas à durabilidade.
A fabricante também ampliou a garantia para alguns modelos e anos específicos após os casos registrados no mercado brasileiro.
GM anunciou campanha para verificação do componente
Além da substituição da peça em campanhas, a marca passou a reforçar orientações de manutenção preventiva na rede autorizada, incluindo intervalos corretos de troca de óleo e filtros. Em muitos casos, o histórico de revisões é decisivo para análise de garantia.
A Chevrolet estendeu a garantia da correia banhada a óleo para até 240.000 km ou 15 anos em modelos Onix, Onix Plus, Tracker e Montana (motor 3 cil.) fabricados desde 2020, como parte de uma campanha de fidelização.
A ação é retroativa e abrange veículos que perderam revisões na concessionária, focando na inspeção e uso do óleo correto.
Testamos na prática
O R7-Autos Carros testou a campanha de reativação da garantia com um Onix 2023. O carro, com 130.000 km rodados, sempre teve a troca do óleo e filtro no prazo específico, mas já estava fora da garantia.
Segundo a GM, mesmo proprietários que realizaram revisões fora da rede autorizada podem reativar a garantia após inspeção na concessionária, e por isso levamos o veículo até uma concessionária.
Segundo o atendimento prévio, se a correia estiver íntegra, a troca de óleo e filtro, com a cobrança aproximada de R$ 680, já viabiliza ativação da garantia.
Caso a inspeção aponte necessidade, a substituição da correia, tensor e bomba de vácuo tem custo fixo atrativo de cerca de R$ 770.

O Chevrolet Onix foi levado até a concessionária Nova João Dias. Após inspeção completa, a análise do técnico não identificou danos da correia, mesmo no carro de 130 mil km rodados.
Assim, foi feita a troca de óleo e filtro e a garantia foi revalidada. Ela dura até 240.000 km ou 15 anos, desde que as trocas de óleo sejam feitas em concessionária a cada 10 mil km.
Outros carros têm correia banhada a óleo?
Apesar da repercussão envolvendo os modelos da Chevrolet, a tecnologia não é exclusiva da marca americana. Diversas fabricantes utilizam sistemas semelhantes em motores modernos.
A Ford adotou correia banhada a óleo em parte da família EcoBoost, enquanto a Peugeot e a Citroën também utilizam a solução nos motores PureTech.
A linha Ford usa correia banhada a óleo na linha Ranger até hoje e usava nos Ford Ka 1.0 até 2021. A Honda e a Volkswagen, por outro lado, preferem corrente metálica em boa parte de seus motores turbo compactos.

Especialistas do setor automotivo alertam que o principal erro de proprietários está em atrasar trocas de óleo ou utilizar lubrificantes incompatíveis.
Diferentemente de motores mais antigos, os propulsores modernos trabalham com tolerâncias menores e dependem diretamente da qualidade da lubrificação.

Outro ponto importante é evitar aditivos paralelos ou produtos de procedência duvidosa no óleo do motor. Alterações químicas no lubrificante podem comprometer o composto da correia e reduzir drasticamente sua vida útil.
Nos modelos da Chevrolet, a recomendação é seguir exatamente os prazos de revisão e utilizar apenas óleo homologado pela montadora.
Em veículos usados, também é importante verificar histórico de manutenção e confirmar se campanhas técnicas e atualizações foram realizadas.
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