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Entenda os impasses que podem comprometer os diálogos sobre a agenda climática na COP30

Evento, que será sediado em Belém (PA) em novembro, trará discussões sobre as mudanças ambientais no planeta

Conexão Record News|Do R7

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Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (5), o líder das pesquisas e projetos sobre clima e transição verde da Escola de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Daniel Vargas, afirma que que a agenda climática convive com três “dramas existenciais" que podem comprometer as discussões sobre as mudanças ambientais na COP30 (30ª Conferência da Organização das Nações Unidas), que será sediada em Belém (PA), em novembro de 2025.

O economista aponta que o primeiro impasse é o uso das energias fósseis, principal motivo para a criação das conferências em 1992, no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, houve um esforço para conter as emissões com tentativas de acordos, porém não ocorreram avanços significativos. O segundo é o financiamento: a base do acordo global são os compromissos nacionais de redução de emissões, mas a vasta maioria dos países condicionou o cumprimento das metas à obtenção de recursos externos. Como não houve financiamento, os objetivos não foram alcançados.

A terceira questão — que Vargas classifica como a mais decisiva para o Brasil — é a tentativa de redirecionar as discussões climáticas internacionais para um novo tema, colocando a agricultura como vilã.

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