O que aconteceu com material radioativo do Irã? Disputa de narrativas eleva incertezas; veja análise
Analista internacional Vladimir Feijó comenta as versões conflitantes dos Estados Unidos, do Irã e até da agência da ONU após o ataque americano
Conexão Record News|Do R7
Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, anunciou que o país destruiu as ambições nucleares do Irã. Segundo Hegseth, a operação Martelo da Meia-Noite foi um sucesso e devastou o programa nuclear iraniano. Já o vice-presidente dos Estados Unidos e o chefe da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) disseram ainda não saber o que aconteceu com a reserva de urânio enriquecido que o Irã já possuía.
O governo iraniano, por sua vez, afirmou que as instalações atingidas estavam desocupadas e que os materiais nucleares já haviam sido removidos. O diretor-geral da agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas) exigiu acesso às instalações para avaliar os estoques de urânio. O presidente do parlamento iraniano afirmou que o país está tentando suspender a cooperação com a agência internacional.
"A situação realmente anda um tanto quanto complicada porque a Agência Internacional de Energia Atômica, que tinha instalações de câmeras e sensores nessas bases, não as tem mais em funcionamento e, portanto, precisa acompanhar de próximo. As instalações que estão mais próximas têm por volta de 180, 190 quilômetros de distância e são apenas capazes de captar a mudança da radiação que veio para o ar. E, por enquanto, parece que não aconteceu isso, dando indício que o Irã, realmente, ou retirou o material radioativo d'ali ou o bombardeamento dos Estados Unidos não surtiu o efeito que eles imaginaram", pontua Vladimir Feijó, analista internacional e professor da UniArnaldo, em entrevista ao Conexão Record News nesta segunda-feira (23).
Segundo Feijó, a situação deixa o mundo todo na dúvida sobre o destino desse material radioativo, que poderia, inclusive, ter sido enviado para a Rússia. Ele acredita ainda na possibilidade de o regime iraniano acelerar o programa nuclear em face dos últimos acontecimentos. De qualquer forma, está cada vez mais difícil prever os próximos passos, já que cada envolvido no conflito apresenta uma narrativa diferente.
"É realmente muito perigoso o que pode vir exatamente porque eu não sei dizer detalhes a mais porque tudo está sob censura, tudo está sob propaganda de guerra e, por enquanto, a gente vai pinçando aqui e acolá informações", finaliza.
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