Remédio que pode reverter paralisia 'é mais eficiente na fase inicial', diz cientista responsável
Polilaminina é produzida a partir de uma proteína encontrada na placenta e apresenta bons resultados na recuperação de movimentos por lesões na medula
Jornal da Record News|Do R7
Cientistas brasileiros desenvolveram um novo medicamento capaz de recuperar movimentos de pessoas que sofreram lesões na medula. Pacientes tetra e paraplégicos que participaram dos testes acadêmicos se recuperaram parcial ou totalmente da paralisia após terem a substância polilaminina aplicada diretamente na coluna.
Tatiana Coelho de Sampaio, professora doutora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e cientista responsável por coordenar a pesquisa, concedeu uma entrevista ao Jornal da Record News desta quinta-feira (11). Ela explica que o medicamento é “mais eficiente na fase inicial” do tratamento.
“Quando a lesão já está estabelecida há mais tempo, que a gente chama de fase crônica, já existe uma cicatriz no local. Então, além de ter que ter a regeneração, é importante que essa cicatriz seja transposta. Você tem que atravessar a cicatriz, e fica mais difícil de regenerar”, afirma.
Por enquanto, o tratamento é feito com uma única aplicação de polilaminina — proteína encontrada na placenta. Tatiana indica que esse é só o começo, pois a intenção foi avaliar a segurança do procedimento.
“A gente tem a evidência de que esse tratamento também tem o efeito de proteger a medula logo após a lesão”, acrescenta. Segundo ela, após o impacto, o machucado continua em progressão por dias. “Então, tem efeito melhor quando é no início do que quando é a lesão que está muito fria”, conclui.
A expectativa é que a Anvisa autorize, em até um mês, a realização do estudo clínico regulatório do remédio.
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