Análise: se Irã continuar impedindo inspeções nucleares, serão aplicadas novas sanções ao país
Representantes do governo iraniano irão se encontrar com potências europeias para discutir sobre inspeções nucleares; entenda
Conexão Record News|Do R7
Autoridades da França, Grã-Bretanha e Alemanha devem se reunir com funcionários do Irã em Genebra, na Suíça, para discutir inspeções nucleares. Caso um acordo não saia do encontro, as três maiores potências da Europa ameaçam impor sanções contra o país do Oriente Médio.
A negociação diplomática entre os governos irá estabelecer como seguirá a relação política e comercial após a expiração do acordo nuclear entre Teerã e as principais potências. O objetivo é chegar a uma conclusão até o fim de agosto de 2025, porém há uma possibilidade de adiamento da decisão se o Irã oferecer concessões, como a retomada de inspeções da ONU (Organização das Nações Unidas), incluindo a apuração do grande estoque de urânio do país.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (26), o professor de relações internacionais, Vitelio Brustolin, explica que essas sanções são as mesmas que tinham sido derrubadas em 2015. "O [Barack] Obama fez um acordo nuclear com o Irã justamente para que ele deixasse que a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU vistoriasse as instalações", relembra o especialista.
Vitelio ressalta, no entanto, que, após os últimos bombardeios às usinas da região feitos pelos Estados Unidos em conjunto com Israel, o governo iraniano tem barrado a entrada da organização no país. “Se o Irã alega que esse urânio é para fins pacíficos, então deveria deixar que as vistorias fossem realizadas, mas não permite”, pontua o especialista.
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