Homem que matou mãe e filha no DF é condenado a 30 anos de prisão
Crime ocorreu em dezembro de 2021; Jeferson Barbosa esfaqueou as vítimas na margem de um córrego no Sol Nascente (DF)
Brasília|Karla Beatryz*, do R7, em Brasília

A Justiça do Distrito Federal condenou a 30 anos e 6 meses de prisão o homem que assassinou uma mulher e a filha dela em um córrego no Sol Nascente, no Distrito Federal, em dezembro de 2021. Jeferson Barbosa dos Santos esfaqueou Shirlene Ferreira da Silva, de 38 anos, e Tauane Rebeca da Silva, de 14 anos.
Mãe e filha foram encontradas cobertas de folhas duas semanas após saírem para nadar em um córrego, no fim de 2021. O então suspeito do crime, porém, foi preso apenas em fevereiro de 2022, na Bahia. Na época, o homem foi trazido de volta ao Distrito Federal, onde aguardou o julgamento.

Durante o julgamento, a defesa de Jeferson manteve o argumento que o acusado não praticou os crimes, e pediu absolvição e ausência de qualificadoras. O réu, porém, foi considerado culpado pelo Júri.
Ele foi condenado por homicídio simples e ocultação de cadáver de duas pessoas. Segundo a Justiça do DF, Jeferson teria agido de forma cruel na morte de Shirlene, que estava grávida quando foi assassinada, e da filha dela, Tauane, o que qualifica o crime.
Leia também: Adolescente passa mal e morre em aula de futebol em Brasília
Ainda de acordo com a Justiça do DF, as penas foram divididas em 14 anos e 3 meses de prisão para cada um dos crimes de homicídio, e 1 ano de reclusão com pagamento de 10 dias-multa para cada um dos dois crimes de ocultação de cadáver. Após a decisão, não pode ocorrer substituição ou suspensão da pena.
O caso
Shirlene saiu de casa às 14h30, em 9 de dezembro de 2021, acompanhada de Tauane. Por volta das 18h30, o marido de Shirlene, Antônio Silva, chegou do trabalho e perguntou ao filho mais novo do casal onde estava a companheira. Em resposta, o garoto disse que a mãe e a irmã tinham ido ao córrego da região, mas não haviam voltado.
Preocupados, familiares registraram boletim de ocorrência por desaparecimento na 23ª Delegacia de Polícia Civil. Mãe e filha deixaram os celulares em casa antes do passeio. Nas mensagens analisadas, os investigadores encontraram conversas de Shirlene em que ela dizia que pretendia ir para o Maranhão. A partir disso, a polícia passou a trabalhar com várias hipóteses, como afogamento ou fuga.
Shirlene Ferreira da Silva e Tauane Rebeca da Silva foram encontradas mortas em 20 de dezembro de 2021, a cerca de 500 metros da margem do córrego Coruja, no Sol Nascente (DF), após 11 dias desaparecidas. Os corpos estavam parcialmente enterrados, escondidos por folhas secas. A polícia identificou marcas de perfuração provocadas por esfaqueamento no tórax de Shirlene e no pescoço de Tauane.
O laudo mostrou que Shielene morreu com 37 facadas e Tauane por estrangulamento, além de facadas. Não ficou comprovado se houve estupro, pois, os corpos estavam em estado avançado de decomposição.
*Estagiária sob supervisão de Fausto Carneiro.














