Pressão dos EUA e da China pode ter contribuído para cessar-fogo entre Índia e Paquistão; entenda
Escalada do conflito afeta potências nucleares e é motivo de atenção da comunidade internacional
Conexão Record News|Do R7
Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (12), Vladimir Feijó, analista internacional, afirma que a pausa nas hostilidades entre Índia e Paquistão foi possível graças ao esforço conjunto de duas potências globais: China e Estados Unidos.
O especialista avalia que o recente acordo firmado entre o governo indiano e Pequim para resolver disputas de fronteira e outras negociações com Paquistão e Afeganistão para combater o terrorismo internacional demonstra “boa vontade para com a segurança da Índia”.
Feijó explica que, devido à posse de armas nucleares por parte dos envolvidos, qualquer agressão é motivo de atenção da comunidade internacional. “Eles têm uma doutrina nuclear militar que diz 'de resposta dura' em caso de início de guerra, o mundo realmente tem que ficar em alerta”, completa.
O medo de um conflito maior na região também afeta outras potências nucleares vizinhas, como China e Rússia. A participação dos Estados Unidos pressionou os países a suspenderem os ataques. Ainda assim, o Paquistão realizou ofensivas à Índia que, segundo Feijó, “levantava suspeita de todo esse cessar-fogo cair por terra”.
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