‘Risco de guerra generalizada', alerta especialista sobre escalada da tensão entre Índia e Paquistão
Países trocaram tiros pelo quarto dia seguido na região da Caxemira, sem nenhum soldado ferido
Conexão Record News|Do R7
Soldados da Índia e do Paquistão trocaram tiros pelo quarto dia seguido na região da Caxemira nesta segunda-feira (28). Indianos acusam paquistaneses de apoiarem o terrorismo transfronteiriço após homens armados matarem mais de 20 pessoas na última semana, no pior ataque contra civis em 25 anos na região. O governo do Paquistão negou envolvimento e qualificou as tentativas de veicular o país ao ataque como “fúteis”. Não houve relatos de vítimas nos últimos enfrentamentos.
Segundo o analista internacional Vladimir Feijó, em entrevista ao Conexão Record News, o Paquistão tenta demonstrar cooperação no combate ao terrorismo, mas a população indiana, diante da circunstância, tem exigido respostas imediatas. “A Índia [respondeu] de uma forma até bastante dura, suspendeu um tratado de águas que vigorava desde 1960, portanto, não prometendo que vai continuar deixando o fluxo sair da Índia para alimentar os principais rios do Paquistão”, diz.
Feijó comenta o conflito histórico entre as nações. “Já que esses países têm uma disputa que repetidas vezes conduziu guerra, eles criaram [a linha de controle], em que ambos controlam a movimentação de pessoas e de exército dos outros países. Mas historicamente, quando muito, com demonstrações simbólicas de força e não com troca de tiros. Felizmente sem nenhuma morte de soldado, porque se isso acontecesse, o risco de guerra generalizada seria imenso”, pontua.
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