'Terceirização do conflito': por que Finlândia e Lituânia vão produzir minas terrestres antipessoal
Países devem retomar fabricação do armamento em 2026, o que faria com que abandonassem a Convenção de Ottawa; professor analisa
Conexão Record News|Do R7
“Quanto mais os países se armam, maior a insegurança porque menores são os espaços que a diplomacia e a política têm”, avalia Lier Ferreira, pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países Brics da Universidade Federal Fluminense. Ele comenta a decisão de Lituânia e Finlândia de retomarem a produção de minas terrestres antipessoal, abandonando a Convenção de Ottawa, tratado internacional que proíbe esse tipo de arma.
Ao Conexão Record News desta quarta-feira (9), Ferreira diz que a mudança vem mesno sem qualquer ameaça militar da Rússia contra esses países. “Não há do ponto de vista objetivo nenhuma sinalização de que a Rússia estaria planejando qualquer tipo de ação militar contra países do Báltico”, afirma o pesquisador.
Ele aponta que movimentos dos Estados Unidos e o aumento dos orçamentos militares europeus explicam a decisão. “Tudo isso vem muito motivado pela necessidade que a Europa tem de justificar diante do seu público interno e das pressões feitas pelos Estados Unidos”, já que os países estão comprometidos a gastar até 5% do PIB com questões militares.
Para o especialista, Finlândia e Lituânia produziriam as minas terrestres antipessoal para que as potências europeias, como a França e Alemanha, não precisem deixar a Convenção de Ottawa, mas sejam beneficiadas pela produção de "terceiros".
Ferreira também critica o uso de minas terrestres, consideradas perigosas e imprecisas. “É um tipo de armamento que, depois que você faz o espalhamento pelo terreno, fica muito difícil [...] saber onde essas minas estão posicionadas”. Para o especialista, esse tipo de decisão só aumenta o medo e enfraquece a paz.
Últimas

Mísseis israelenses atingem Beirute, no Líbano
Exército de Israel tem atacado a região para combater ações do Hezbollah

Ucranianos vão ajudar forças armadas da Alemanha
Segundo serviços de inteligência, Rússia pode estar preparada para ataque contra Otan

Senado aprova projeto com 13 mil cargos de professores
Pacote prevê ao todo mais de 24 mil novas vagas no serviço público federal

Primeira-ministra da Itália faz críticas aos EUA por conflito
Giorgia Meloni descreveu guerra como 'parte de tendência perigosa de intervenções'

Guarda Revolucionária influenciou decisão de novo líder
Segundo fontes, escolha pode resultar em postura mais agressiva no exterior e repressão interna severa

Grupo terrorista se prepara para guerra em larga escala
Combatentes operam em pequenas unidades e evitam dispositivos de comunicação rastreáveis

Governo Lula dá cinco dias para rede social se explicar
Entenda se autores de vídeos podem responder por incitação ao crime

Veja em quais casos empresas podem pedir recuperação extrajudicial
Acordo negocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça

Rei Charles 3º deve cancelar viagem prevista aos EUA
Decisão acontece após declarações polêmicas de Trump envolvendo primeiro-ministro britânico

EUA recusam pedidos da indústria naval para escolta militar no Estreito de Ormuz
Autoridades alegam que risco de ataques é muito alto e divergem de declarações de Trump

Novas explosões são registradas no Irã e em Israel
Teerã afirmou que pretende atacar interesses econômicos e bancários ligados aos EUA

Coreia do Norte classifica manobras como "ensaio e guerra"
Coreia do Sul e Estados Unidos afirmam que exercícios militares são de 'natureza defensiva'

Guerra provoca mais de 37 mil cancelamentos de voos
Conflito também impacta o preço das passagens e do querosene de aviação

EUA podem classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas
Ministro das Relações Exteriores conversou com secretário de Estado para evitar decisão

Donald Trump diz que guerra no Irã está quase concluída
Após declaração, preço do petróleo começou a cair e bolsas passaram a subir



