Trump vai começar a perder a paciência com atraso no acordo de paz na Ucrânia, diz professor
Enquanto Putin corre para conquistar mais territórios ucranianos, Trump persiste nas negociações para conseguir explorar minerais raros do país europeu, analisa
Conexão Record News|Do R7
A resistência da Rússia em avançar nas negociações acontece por uma necessidade de ganhar tempo e conquistar o máximo possível de territórios na Ucrânia, segundo o analista internacional Igor Lucena.
Em entrevista ao Conexão Record News
desta sexta-feira (16), Lucena explica que o governo do presidente russo, Vladimir Putin, pensa: "Vamos tentar avançar o máximo possível nos territórios já invadidos e o máximo que a gente consiga estabelecer [para] que não entrem novas medidas contra a Rússia”. O especialista pontua que uma negociação mediada por Donald Trump — presidente americano — dificilmente forçará o líder russo a devolver os territórios conquistados durante a guerra.
Por outro lado, o professor entende que existe uma agenda pessoal de Trump nas negociações bilaterais. “O presidente quer entregar para o cidadão americano que ele fez a paz”, analisa.
Além da promessa de campanha do líder republicano, Lucena lembra que Washington e Kiev já se comprometeram a um termo de aproveitamento de recursos minerais — o qual beneficia empresas americanas na extração de minerais raros na Ucrânia. “Os Estados Unidos já assinaram o seu acordo de recursos estratégicos e querem esse acordo de paz para viabilizar a exploração”, avalia o especialista.
Representantes russos e ucranianos se reuniram pela primeira vez em três anos. O encontro aconteceu na Turquia nesta sexta-feira (16). Além das delegações, era esperado que os chefes de estado dos países envolvidos, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, estivessem presentes.
No entanto, o líder russo acabou não comparecendo. O presidente ucraniano foi a Istambul, mas cancelou os compromissos e alegou que Moscou enviou uma “delegação decorativa”.
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