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'A insegurança alimentar reproduz as desigualdades do país', diz professora de nutrição da UFBA

Sandra Chaves conversou com a Record News para a série de entrevistas "Diálogos Sobre a Fome"

Record News|Do R7

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A Record News preparou a série de entrevistas "Diálogos Sobre a Fome", que reúne especialistas para análises da luta do Brasil no combate à insegurança alimentar. Nesta quarta-feira (19), Sandra Chaves, professora e integrante da Escola de Nutrição da UFBA e coordenadora da Rede Penssan, explicou como é medida a insegurança alimentar e detalhou como a situação pode ser diferente em cada região do Brasil. “A insegurança alimentar, em todos os seus gradientes, reproduz as desigualdades estruturais do seu país. As desigualdades de renda, de oportunidade no mundo do trabalho e as sociais, no geral. Isso porque quando falta alimento, falta tudo. Então, desde 2004, quando aplicamos pela primeira vez a escala, Norte e Nordeste são as regiões que apresentam os piores resultados”, disse Sandra. “Todo o país é capaz de sentir o reflexo quando você tem um impacto muito grande na insegurança alimentar. Em 2013, quando tivemos os melhores resultados, em cada dez domicílios, 7,7 estavam em segurança alimentar — esse foi o nosso melhor resultado. Isso no Brasil. No Sul, em cada dez, tinham 8,5 domicílios em segurança alimentar. Mas no Nordeste subiu para seis. Ele sempre fica abaixo do Brasil e muito distante do Sul e do Sudeste”, completou.

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